Presidente da Oi afirma que seria estranho se a Vivendi passasse a operar no Brasil
A venda da GVT está no foco das discussões quando o assunto é o mundo das telecomunicações. A operadora que vem se destacando pela qualidade de rede, sobretudo na oferta de banda larga, recebeu propostas de compra da francesa Vivendi e da Telefônica, esta última tendo feito uma oferta superior, que chega a R$ 6,5 bilhões. Surpreendentemente, o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, deixou a entender durante a Futurecom 2009 que prefere que a transação seja concluída tendo o grupo espanhol como vencedor. “Acharia estranho se a Vivendi entrasse no País”, afirma.
Para o executivo, o mercado de telecomunicações continua em consolidação e a venda da GVT, na visão dele, mostra que sua companhia estava com uma estratégia correta quando investiu na compra da Brasil Telecom. Ele justifica sua preferência pela Telefônica nessa jogada com a GVT pelo conhecimento que o grupo espanhol tem do mercado brasileiro. “Um novo player pode desequilibrar, o que não é bom para o sistema. O Brasil é um bicho estanho.”
Para Falco, a chegada de um grupo que não conhece as regras de mercado do País poderia fazer com que essa companhia promovesse ações irreais, “desestruturando o mercado” e, por conseqüência, deixaria o Brasil por não obter o retorno esperado.
O executivo mostrou ainda não temer a competição com a Telefônica no mercado Centro-Sul, onde o grupo espanhol ainda não atua, mas, com a eventual compra da GVT, passaria a operar. “A Telefônica conhece o Brasil.”
Sobre o endividamento da Oi (algo próximo de R$ 20 bilhões), Falco apresentou confiança e disse que a administração vai bem. Ele disse ainda que a dívida da companhia é considerada grande no País porque o mercado brasileiro ainda está se adaptando a uma nova realidade.
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