Objective Solutions espera fechar contratos com duas operadoras de energia elétrica até o final de 2010
A entrada das operadoras de energia elétrica no fornecimento de internet tem tudo para chacoalhar o mercado. A Objective Solutions, fornecedora nacional de sistemas de gestão de clientes e cobrança focada em telecom, enxerga a possibilidade com bastante interesse, uma vez que configura-se em uma chance interessante de expandir atuação verticalmente.
A companhia preparou seus softwares de CRM e billing para atender empresas que irão operar na transmissão de internet banda larga por meio da rede elétrica (PLC, na sigla em inglês). Atualmente, a companhia participa de duas concorrências nesse sentido.
Na visão de Gilberto Carlos Nunes, diretor comercial da Objective Solutions, as operadoras de energia precisarão de sistemas de gestão de clientes e cobrança dentro das necessidades desse novo business quando começarem a atuar como provedores de internet.
Pelas contas do executivo, 95% das receitas da provedora origina-se nesses sistemas, utilizados por clientes de telecom. Na carteira da companhia atendida atualmente, encontram-se nomes como Telefônica, Oi e Net.
“Ouço falar de PLC há quatro anos. De lá para cá, a tecnologia evoluiu bastante”, analisa Nunes, dizendo que o mercado ainda tem que resolver a equação para acertar a parte comercial do negócio.
Mas o diretor da provedora encontra-se otimista que esse detalhe se resolva em breve. A intenção Objective Solutions é concluir os dois contratos que estão na rua ainda em 2010. Nunes revela que uma das propostas está em fase de concorrência na paranaense Copel, que em abril iniciou testes de PLC.
Caso o negócio se concretize, no próximo ano, o faturamento da fornecedora de TI dará um salto de 25% sobre os números de 2009. Fechando os dois contratos, a evolução projetada é de 50% sobre o desempenho deste ano, que deve ficar entre R$ 15 milhões e R$ 17 milhões.
O executivo calcula que, abrindo o mercado de PLC, cerca de 20 operadoras de energia elétrica possam entrar nesse mercado. “Abre uma oportunidade enorme para nós”, projeta.
Nunes revela que a empresa mantém um ritmo de crescimento anual na casa dos 15% há cinco anos. Recentemente, a fornecedora ampliou em 20% a capacidade de sua matriz, em São Paulo (SP). Além disso, em dezembro, a empresa irá inaugurar uma filial em Maringá (PR). As iniciativas objetivam comportar a demanda.
Novela
Depois de muita discussão, os órgãos reguladores parecem ter chegado a um consenso sobre PLC. Em abril, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) regulamentou a questão por meio da Resolução n.º 527.
No final de agosto foi a vez da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberar a utilização da rede de energia elétrica para a transmissão de internet banda larga.
Na ocasião, o órgão estabeleceu que o uso da tecnologia não poderá comprometer a qualidade do fornecimento de eletricidade e, se houver necessidade de investimento na rede, o custo será de responsabilidade da empresa de telecomunicações.