Ronaldo Sardenberg, presidente da Anatel, revelou que a agência busca soluções para evitar colapso do sistema nacional de telecomunicações
“Não há a menor hipótese”, sentenciou José Fernandes Pauletti, presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Cumutado (Abrafix) sobre a possibilidade de haver um colapso do sistema de telecomunicações no Brasil.
A afirmação partiu momentos depois que Ronaldo Sardenberg, presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) revelou que o órgão busca soluções para evitar que o Brasil passe por um “caladão”, com o assunto vem sendo tratado.
De acordo o presidente da Anatel, a criação de uma comissão para avaliar a situação das redes de comunicações do país surgiu a partir de alguns “alarmes” dados pela imprensa de que a estrutura disponível para atender a telefonia fixa, celular e internet não está suportando a demanda e em breve o Brasil pode ficar mudo.
A situação parece não assustar Pauletti. Na visão do presidente da Abrafix, o serviço de telefonia fixa do país está “estacionado” em 40 milhões de usuários e o crescimento da demanda por banda larga móvel e celulares não levarão o sistema a um colapso. “Banda larga tem algumas concentrações, alguns gargalos, mas não leva a um ‘caladão””, disse.
Para diminuir uma possível sobrecarga na infraestrutura do setor, as empresas de telefonia e a Anatel devem ser reunir no próximo dia 3 de dezembro para negociar a permissão para o compartilhamento das redes. A experiência já foi testada em cidades com menos de 30 mil habitantes.
O superintendente de Serviços Privados da agência, Jarbas Valente, disse que a associação vem controlando a banda larga móvel para evitar um colapso. Segundo ele, o serviço só é liberado quando as empresas comprovam que as redes estão preparadas para atender novos consumidores.
O mercado de banda larga 3G cresceu cerca de 20% só no mês passado. Em outubro, 70% do crescimento de telefonia móvel tiveram origem nas vendas de banda larga.
Sardenberg não quis comentar o impacto do Plano Nacional de Banda Larga, que foi apresentado na terça-feira (24) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesse sistema já carregado. O presidente da Anatel também não quis adiantar o que exatamente será estudado pela comissão, mas disse que serão abordadas questões técnicas e investimentos.
A previsão de investimentos privados no setor, segundo ele, é de R$ 250 bilhões até 2018. Apesar disso, o crescimento da demanda, especialmente para telefonia celular e banda larga móvel, poderá se juntar à entrada de novos aparelhos no país com os jogos da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas em 2016.
*Com informações da Agência Brasil.