Agora grupo francês eleva sua participação na operadora brasileira para 62,85%
A Vivendi distribuiu comunicado nesta terça-feira (01/12) onde informa ter adquirido mais 5% do capital da GVT. Com a manobra, o grupo francês passa a deter 62,85% de participação na operadora brasileira. Esse porcentual já contabiliza as opções de compra ainda não exercidas pela empresa.
Na mesma nota, a companhia francesa explica que sua participação na GVT, excluindo opções de compra ainda não exercidas, é de 50,9% do novo capital, contra 38,1% em 13 de novembro.
O movimento vem um dia após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) questionar alguns aspectos sobre a aquisição da GVT. Em comunicado distribuído na noite de segunda-feira (30/11), a autarquia informou que as investigações conduzidas levantaram dúvidas sobre a capacidade das contrapartes da francesa em honrar as opções de compra.
No mesmo dia, a Vivendi havia publicado fato relevante esclarecendo que a Tyrus Capital LLP seria sua contraparte nas opções referidas em 13 de novembro, informando o número de opções exercidos e a exercer. Mas a CVM disse que não estava claro os diretos da Tyrus sobre as ações.
Nesta terça-feira, além de anunciar a compra de capital adicional da GVT, o grupo francês divulgou fato relevante para tentar sanar os questionamentos da CVM. De acordo com o documento, “a Tyrus Capital LLP concedeu de forma irrevogável a opção de compra, a exclusivo critério da Vivendi, de todas ou parte das ações que são objeto dos contratos de opção de compra.” O texto diz ainda que a Tyrus “confirmou à Vivendi que na data de transferência das ações teria a plena propriedade das ações a serem entregues.”
O fato é que a aquisição da GVT pela Vivendi, em uma operação que pode superar os R$ 7 bilhões, surpreendeu o mercado, sobretudo por ter desbancado a oferta feita pela Telefônica. A corrida pelo controle da operadora de origem paranaense começou no início de setembro quando a companhia francesa anunciou oferta de R$ 5,4 bilhões por 100% do capital da companhia, ou R$ 42 por ação. Menos de um mês depois, a Telefônica veio ao mercado e informou que pagaria até R$ 6,5 bilhões, valor que seria elevado para R$ 6,9 bilhões, dando quase como certo o fechamento do negócio.
Mas executivos da Vivendi trabalhavam uma reação e o fato veio à tona em 13/11, quando a empresa francesa fez uma oferta de R$ 7,2 bilhões, ou R$ 56 por ação.