Novas ferramentas de relacionamento mudam mercado de trabalho. Transformação vai além das vagas criadas em agências de comunicação
O site especializado em tecnologia
Mashable fez um levantamento sobre as profissões que envolvem conhecimento
sobre mídias sociais. O resultado é surpreendente e joga um balde de água fria
em quem pensa que essas novas plataformas estão criando oportunidades de
emprego somente em agências de comunicação.
A montadora Mazda, por exemplo, está
procurando um social media marketing. A gravadora EMI está em busca de um
social media representative, a empresa de terceirização de infraestrutura
Rackspace busca um social media manager e a empresa de eventos para negócios
IIR abriu uma vaga para diretor de marketing em novas mídias. Há também uma
dúzia de empresas atrás de especialistas em Drupal, Flash, RSS e feeds para que
usem essas tecnologias em favor dos seus planos já estabelecidos.
A vaga anunciada pela EMI é uma
mostra de como a afinidade com as mídias sociais pode ajudar na carreira de
muita gente. De acordo com a empresa, não é necessário qualquer conhecimento
sobre música, setor de atuação da companhia ou marketing. O essencial é que o
candidato tenha afinidade com as novas ferramentas do mundo on-line e saiba onde
e como usá-las em favor das estratégias corporativas.
No Brasil, essa transformação do
mercado de trabalho ainda não ocorreu. Uma busca pelos principais sites de
empregos raramente retorna algum resultado sobre mídias sociais. Alguns possuem
vagas para estagiários desse ramo e todas essas são de empresas que lidam com
comunicação. As grandes indústrias e empresas de serviço costumam terceirizar
suas estratégias de mídias sociais e as pequenas e médias (PMEs) começaram a
entrar nesse novo mundo com força somente há cerca de um ano.
Mas, a tendência é que isso aumente
e crie algumas funções dentro das companhias. Uma pesquisa de outubro, da GFK e
do Citibank, descobriu que 76% das PMEs americanas ainda não veem valor nas
estratégias de mídia social. As 500 empresas pesquisadas não conseguiram
enxergar lucro nesse novo meio.
Contudo, também relatam que não têm
pessoal e tempo disponível para detectar novas oportunidades. É o mesmo
movimento vivido pelo início da internet comercial, onde as empresas não
enxergavam o valor das estratégias de e-business. Hoje, é comum encontrar
gerentes especializados nessas funções em várias delas, sejam grandes ou PMEs.
A lista completa do Mashable pode
ser conferida aqui.
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