Autoridades dizem que políticas para resguardar web com filtro censor e privacidade são problemas deles
Oficiais chineses nesta sexta-feira (22/01) responderam às alegações dos Estados Unidos de que a China teria lançado ou organizado ciberataques contra companhias estrangeiras e rivais políticos.
O porta-voz do Ministério do Exterior chinês, Ma Zhaoxu, afirmou que as considerações feitas pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, na quinta-feira (21/01) “prejudica as relações entre os dois países.”
Hillary pediu que os chineses conduzam uma “verdadeira investigação sobre os ciberataques” que afearam o Google e outras companhias ocidentais nas últimas semanas que acredita-se terem sido originados na própria China.
“Também queremos que essa investigação e seus resultados sejam transparentes”, declarou Hillary em seu discurso que pediu também o estabelecimento de políticas para uma internet mais livre.
Zhaoxu afirmoou, entretanto, que as declarações de Hillary sobre a China foram inapropriadas. “A internet chinesa é aberta”, declarou o porta-voz chinês.
Essa troca de farpas entre diplomatas norte-americanos e chineses é o último episódio envolvendo o crescente conflito entre os dois países em torno de liberdades na web.
Rotineiramente a China bloqueia conteúdo considerados subversivos ao regime comunista, além disso, há acusações de invasão de contas de e-mails de dissidentes e até de visitantes estrangeiros e jornalistas.
Autoridades norte-americanas têm aconselhado a China para retirar o filtro censor aplicado à internet, enquanto companhias de tecnologia dos Estados Unidos, como o Google, apelam para que a China respeite normas internacionais de privacidade e proteção à propriedade intelectual.
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