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Mobilidade: smartphones com poder de computadores

Rede de clínicas desenvolve aplicativo para que médicos façam pré-admissão de pacientes por meio do iPhone

Publicado: 10/05/2026 às 19:18
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Mobilidade: smartphones com poder de computadores
Construção civil — Foto: Reprodução

Em 2008, quando a Apple anunciou que daria suporte ao Microsoft Exchange no iPhone, foi o que bastou para que o CEO da RehabCare e fã do iPhone, John Short, se convencesse de que esse era apenas o início do impacto do aparelho no mundo dos negócios. “Nosso CEO ergueu seu iPhone e disse: “este será o novo computador de todos””, relembra o CIO Dick Escue. 

Pouco depois disso, Escue e sua equipe começaram a trabalhar em um aplicativo, baseado em celular inteligente, para a pré-admissão de pacientes nas clínicas da RehabCare, um serviço de reabilitação física que atende os EUA, entre 33 clínicas de reabilitação e hospitais. A RehabCare compete por pacientes que precisam de reabilitação seguindo a liberação de hospitais e respondendo às referências de situações críticas. Embora Short e Escue prefiram a interface do iPhone, o aplicativo de pré-admissão pode ser usado em BlackBerrys, assim como em outros dispositivos. A característica mais importante do aplicativo é a verdadeira mobilidade, para que os clínicos não precisem mais de um laptop para checar e-mails para receber alertas de referências ou mesmo para preencher o formulário de pré-admissão. 

Depois de receber as referências, o clínico, geralmente, vai até o hospital para entrevistar equipes médicas e, se possível, o paciente e sua família. Ele envia as informações sobre o paciente para o aplicativo do iPhone que o repassa para o diretor médico para aprovação final, provavelmente também usando seu iPhone. A RehabCare pensa em como otimizar ainda mais o processo – por exemplo, trabalhando com os hospitais para estruturar as informações referenciais enviadas via e-mail, de modo que elas sejam enviadas diretamente para o aplicativo de pré-admissão, contou Escue. 

Mas ele não recebeu um cheque em branco para desenvolver o aplicativo de smartphone e, na verdade, seu objetivo era criar algo que não exigisse nenhum investimento adicional em infraestrutura de TI. Depois de considerar várias opções, a RehabCare desenvolveu o protótipo de um aplicativo móvel em quatro dias, com a ajuda da empresa consultora de computação em nuvem, Appiro, que roda na plataforma da Salesforce.com. Os desenvolvedores usam a linguagem de programação Apex, da Salesforce, para escrever o aplicativo, que roda nos servidores do data center da provedora.

Os criadores de conteúdo podem trabalhar mais rápido porque a Apex permite que os programadores criem interfaces para funções específicas, mas a lógica central e a capacidade do banco de dados da plataforma online da Salesforce já existe, o que permite apenas a personalização limitada. Essa abordagem representou uma nova maneira de criar, rapidamente, o aplicativo da RehabCare. A primeira versão do aplicativo não foi perfeita, “mas decidimos que não teria problema porque poderíamos reconstruí-la rapidamente”, avalia Escue. A RehabCare paga uma taxa de assinatura mensal para hospedar o aplicativo do iPhone na Salesforce.

A satisfação com o aplicativo foi tamanha que a rede de clínica já trabalha no desenvolvimento de uma segunda aplicação, que deve estar pronta neste mês. Ela servirá para que 12 mil terapeutas possam resgatar informações e registros de tratamentos em seus iPhones dependendo da fase de tratamento de cada paciente. Espera-se que o aplicativo possa melhorar a produtividade e a precisão: os terapeutas receberão direcionamento específico quando estiverem com um paciente, podendo, assim, eliminar horas de trabalho colocando informações no sistema após o trabalho. O aplicativo é desenvolvido por um fornecedor de software especialista que não é parceiro da Salesforce, portanto, não irá rodar no Force.com, e será nativo do iPhone. 

A RehabCare quer manter aberto seu leque de opções. Seus executivos estão impressionados com o sistema operacional Android do Google. Como não é proprietário como o iPhone, o Android deve atrair mais desenvolvedores de software e fabricantes de dispositivos, resultando em mais opções para a empresa, racionaliza Escue. “Se manter preso a um fornecedor é sempre um problema”, pontua. “O iPhone é um produto maravilhoso, mas outras opções podem existir no futuro, como o Android, que nos parece uma escolha interessante”. 

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