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Aplicações móveis movimentam US$ 500 bilhões no mundo

Baseados no sucesso da Apple com o iPhone, especialistas chamam a atenção para a necessidade de se criar padrões comuns para mobilidade

Publicado: 10/05/2026 às 18:52
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3 minutos
Aplicações móveis movimentam US$ 500 bilhões no mundo
Construção civil — Foto: Reprodução

Estimado em meio trilhão de dólares, o

mercado atual de aplicações moveis passa por um momento decisivo no mundo.

De acordo com especialistas como David Thodey, CEO da Telstra, e Michael

O´Hara, CMO da GSMA, o segmento é fundamental para impulsionar o avanço do

setor de mobilidade. Em palestra feita no Mobile World Congress 2010, em Barcelona

(Espanha), O´Hara explicou que os interessados em aproveitar este filão

de mercado devem prestar atenção no exemplo da Apple – que não participa de

eventos organizados por terceiros, mas que foi citada por pelo menos três

keynotes speakers como referência na indústria de telefonia móvel.

 

“A Apple é bem-sucedida, pois tem uma plataforma de fácil desenvolvimento,

uma forte comunidade de desenvolvedores e oferece um portfólio completo de aplicações”,

resumiu o executivo, denominando iniciativas como as de Nokia ou

Google na área como imitações da companhia. O´Hara lembrou, ademais, que

em 2009 o tráfico por internet móvel foi de 0,09 Eb (exabits) por mês, sendo que neste ano o número deve chegar a 0,2

Eb, atingindo 3,6 Eb por mês até 2014.

Para suportar esse tráfico crescente, o especialista prevê

investimentos de US$ 72 bilhões em tecnologias de banda larga móvel neste ano

no mundo. Para ele, o que se vê no mercado hoje são ilhas de criação, que

ignoram as diferenças dos concorrentes e perdem oportunidade na área

de aplicações GSM. O grande desafio, portanto, está relacionado com o

estabelecimento do que poder ser integrado e como. “Haverá ambientes que serão

o lixo do mercado”, opinou David Thodey, CEO da operadora australiana

Telstra. Ele acredita, ainda, que em dois ou três anos existira de duas a

três plataformas dominantes no mercado, comparando-se as cerca de dez

disponíveis hoje.

 

Thodey calcula que das 1,138 milhão de unidades vendidas na área de

aparelhos móveis no mundo, somente 15% foram smartphones. Além disso, as

empresas do ecossistema de mobilidade só recuperam 10% do investido. Outros

problemas apontados pelo especialista são a quantidade elevada de marcas

de smartphones e suas respectivas

incompatibilidades de plataformas. “Cerca de 70% do mercado mundial

ainda é de usuários de celulares avançados e esse representa um

público importante a ser conquistado”, opina o executivo.

 

O´Hara, CMO da GSMA, por sua vez, acredita ser fundamental criar uma rede

comum de aplicações, que forme uma comunidade engajada e cubra uma área ampla

de funcionalidades, entre elas de troca de mensagens, para pagamentos online

e localização geográfica. Do lado das operadoras, também urge o

estabelecimento de conceitos, práticas e critérios comuns, para estimular todas

as comunidades de desenvolvedores. “Os portais das operadoras precisam

funcionar como lojas de aplicações”, exemplificou O´Hara, que estima que o

mercado de equipamentos móveis some 5 bilhões de unidade globalmente.

Já os desenvolvedores devem criar soluções que possam ser

usadas em ampla região geográfica, assim como oferecer opções de plataforma aos

clientes finais. Na sua visão, é preciso buscar formas de que a receita seja

compartilhada entre todo o ecossistema.

Leia mais

Direto de Barcelona, o portal IT Web mostra as novidades e as tendências anunciadas no Mobile World Congress 2010.

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