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Polo da TIM no ABC deve concentrar 90% da TI da telco

Expectativa do diretor de TI é que migração das operações ocorra, em parte, ao longo deste ano. Local já concentra 65% das transações

Publicado: 11/05/2026 às 13:39
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Polo da TIM no ABC deve concentrar 90% da TI da telco
Construção civil — Foto: Reprodução

Há cinco anos a TIM Brasil, por questões estratégicas e dentro de uma perspectiva de longo prazo, decidiu investir na construção de um polo de tecnologia. O local escolhido, Santo André, cidade da região metropolitana de São Paulo, abriga, desde então, o Pisa, uma espécie de centro de inteligência da operadora onde fica um grande centro de TI, com rede, data center, call center, centro de gerenciamento de rede, central de segurança e fábrica de software. O IT Web, junto com outros jornalistas, teve acesso à toda a infraestrutura em uma das poucas visitas guiadas que a operadora proporciona ao local.

O diretor de TI da TIM, Mario Sérgio P. Moreira, participou do projeto Pisa desde a concepção até a entrega da obra, aliás, o tempo para deixar o polo tecnológico em pé foi de seis meses. Moreira explica que a ideia do centro nasceu com visão de longo prazo. “Para crescermos de modo organizado, oferecer melhor prestação do serviços que aqui se encontram, ter a mais moderna tecnologia instalada e atender o cliente da melhor forma”, afirma.

Antes do Pisa, a TIM contava com quatro DC, uma área de desenvolvimento GSM e outra de TDMA, já que, na ocasião, a companhia contava com alguns clientes nesta tecnologia. A complexidade de gerenciar tecnologias e centro diversos também pesou na decisão de investir no Pisa. “Criamos um centro único, com um grande DC e centralizamos as áreas de desenvolvimento e isto não é só colocar 1,2 mil pessoas (de TI), mas concentrar know-how. Criamos um novo call center, de modo que essa base permitisse a reorganização e redistribuição de acordo com o crescimento da companhia. A área central de rede de São Paulo era outro ponto, havia problema de saturação. Precisava outro site de rede. Tudo isso somado resultou no Pisa, na região metropolitana”, complementa.

Toda essa infraestrutura tem um objetivos claros: pensar à frente e também concentrar o processamento da TI em um local estratégico. Atualmente, o Pisa já responde por 65% das operações de tecnologia da informação da companhia (o porcentual restante está no Rio de Janeiro), mas o objetivo do CIO é que 90% das transações sejam feitas pelo Pisa, um processo que pode levar mais de um ano. “Não chegará a 100%, porque algumas atividades não fazem sentido trazer para Santo André”, explica, ao frisar que o site carioca não deixará de existir e funcionará como backup para as operações do polo tecnológico.

No core da empresa

A participação de Moreira neste que pode ser considerado um dos mais importantes projetos de infraestrutura da operadora, mostra o envolvimento da TI em todos os processos e, como frisou o CIO, isso acontece porque a tecnologia da informação faz parte do core business da empresa. “TI é atividade importante no business, são mais de 400 projetos entregues por ano e boa parte vai para o cliente em forma de plano e oferta”, aponta. “Temos trabalhado no controle de qualidade dos produtos que entregamos. A busca pelo resultado de eficiência industrial é muito alta.”

Essa participação nas ofertas direcionadas aos clientes é outro ponto interessante. De acordo com Moreira, a interação ocorre desde o nascimento da demanda e termina apenas quando há a entrada do produto no mercado. Eles avaliam todo tipo de necessidade e a TI conta com analistas de negócios que fazem a interface entre a área mais técnica e os profissionais dos demais departamentos.

Mas controlar a TI e suportar novos produtos é apenas uma parte da atividade da TI da telco. “Estamos evoluindo as plataformas de pré e pós, para atender à demanda do business, sobretudo no que se refere à entrega de produtos convergentes. São 1,2 mil pessoas em TI, trabalhando para o mercado e para o cliente.”

Alguns números do Pisa:

  • 1,3 mil servidores

  • Quase oito mil processadores

  • 1,2 petabyte de armazenamento, com possibilidade de ir a 2 petas

  • 360 bilhões de CDRs processados por ano – cada ligação gera um CDR

  • 1,2 mil funcionários de TI entre próprios e terceiros

  • Cinco motogeradores de 1750 KVA, juntos, eles têm capacidade para abastecer uma cidade de 40 mil habitantes

  • 30 mil metros quadrados de área construída

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