CEO e fundador da Kaspersky, em apresentação na capital paulista, cita motivos que atraem cibercriminosos e o que fazer para barrá-los
Qual a profissão dos seus sonhos? Como ganhar muito dinheiro e ainda ter a possibilidade de ficar no anonimato, ainda que os meios sejam os menos honestos possíveis? Se um aprendiz de hacker ler estas perguntas, certamente, desejará algo relacionado ao cibercrime. Motivos para entrar nessa terra de ninguém não faltam, como elencou Eugene Kaspersky, CEO e fundador da companhia anti-malware Kaspersky Lab. Mas os riscos e as punições, em caso de descoberta, são severos. O executivo contou diversos casos, como o golpe que um hacker aplicou em um banco norte-americano e gerou saques que totalizaram US$ 9 milhões, orquestrados em 49 cidades ao redor do mundo. “Isto é organização”, frisou.
“O crime online é global. A China é uma das principais bases de cibercriminosos, seguida por Brasil e Rússia. Isto está em todos os lugares, menos na Antártida, mas vou checar esta informação”, comentou durante apresentação para jornalistas em São Paulo nesta quinta-feira (15/04). Na mesma ocasião, Kaspersky afirmou que tem se impressionado com a organização do crime online e citou a C2C Services como uma companhia que desenvolvia malware, botnet e meios para roubo de dados. “É um dos mais surpreendentes. Eles dão garantia do dinheiro de volta. Vendem malware, ofereciam suporte técnico. É um negócio”, alertou.
De acordo com Kaspersky, veja por que o cibercrime atrai?
O que fazer para combater?
Depois de citar os motivos que atraem as pessoas para o cibercrime – até certo ponto, similares aos crimes convencionais -, Kaspersky apresentou algumas ações que, com certeza, ajudariam no combate:
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