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Especial MVNO: consultor critica estratégias de vendas de operadoras baseadas no iPhone

Para dinamarquês John Strand, não basta oferecer descontos na aquisição do produto, sendo necessário destacar aplicações que ele pode rodar

Publicado: 11/05/2026 às 23:34
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Especial MVNO: consultor critica estratégias de vendas de operadoras baseadas no iPhone
Construção civil — Foto: Reprodução

Menina dos olhos do mercado, iPhone ainda não gerou aumento na base de clientes e expansão da receita para nenhuma empresa de telecom. Essa é a opinião de John Strand, CEO da consultoria dinamarquesa Strand Consult, que palestrou durante o MVNO Industry Summit 2010, realizado em Barcelona (Espanha) e que deve reunir cerca de 150 profissionais dos setores de telecomunicações, redes e tecnologia.

O principal motivo, de acordo com o especialista, está relacionado com o fato de que as empresas como as operadoras Simyo, na Alemanha, e Telmar, na Dinamarca, não souberam ainda como desenvolver lojas de aplicativos atrativas para o usuário final. “Em geral, as operadoras oferecem descontos para os interessados em adquirir um iPhone, mas não expõem os pontos fortes das aplicações que o equipamento permite rodar”, analisa o consultor.

Outro exemplo citado é o caso da também dinamarquesa Telia, que oferece um iPhone por 64 euros mensais, nos primeiros seis meses de contrato, valor que depois é reduzido para 42 euros. “Assim, a companhia atrai usuários com alto poder aquisitivo, mas é incapaz de manter-los, já que eles não conhecem os benefícios das aplicações”, pondera Strand.

De acordo com ele, os MVNOs se interessam pelo produto da Apple pois querem compartilhar seu market share, ter um diferencial no portfólio e valor agregado. “O iPhone oferece boas perspectivas de mercado, mas deve-se desenhar uma estratégia correta”, explica o consultor.

Entre os aspectos que o MVNO precisa contar para ser bem-sucedido com o iPhone, o executivo aponta dispor de escala de negócios, ampla rede de distribuição, altos níveis de integração entre clientes e provedores de aplicativos, entre outros requisitos. “O tráfico de aplicações móveis ainda é marginal, se comparado com a quantidade de aplicações para dados no mundo”, acredita o executivo, que contabiliza que os Estados Unidos respondem por 7% do mercado global de soluções móveis.

Leia mais:

Confira o especial de reportagens sobre as operadoras móveis virtuais (MVNOs), que retrata as movimentações no Brasil para a regulamentação deste serviço e mostra o que países europeus estão fazendo.

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