Com a compra pela Vivendi, operadora incrementou portfólio de entretenimento e enxerga conceito como forma de ofertar serviços convergentes
A GVT vê no mercado de MVNO (sigla em inglês para operadoras móveis virtuais) uma possibilidade de complementar atuação a partir da oferta de serviços convergentes. “Entendemos que o regulamento vem em momento propicio, uma vez que o Brasil não está com todas frequências licitadas”, comentou Renato Paschoareli, diretor de assuntos regulatórios da operadora.
A compra pela francesa Vivendi acrescentou ao portfólio da companhia brasileira uma gama de serviços de entretenimento. “Isto significa um complemente bastante importante na oferta de soluções convergentes, faltando, no caso do Brasil, o recurso de acesso móvel”, sinaliza. Assim, a MVNO viria como uma oferta de serviço complementar. “Não entendemos que haja espaço para mais de cinco operadores celulares”, diz. A operadora espera viabilizar sua entrada no modelo utilizando os custos e sinergias que tem em sua operação fixa para ingressar no mercado móvel.
Paschoareli comentou que esperava que regulamentação proposta pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para o conceito trouxesse mais estímulo à competição. O diretor acredita que o tema pode ser colocado em pauta no leilão de novas faixas de frequência, prevista para breve, de forma a evitar que o acesso à rede restrinja surgimento de novos concorrentes.
“Os provedores que adquirirem essas faixas podem ter um compromisso para viabilizar a oferta. Caso não aconteça, o modelo vai ser muito difícil de ser implementado, pois o detentor de insumos acaba sendo um concorrente dos MVNOs”, opina, prevendo que só haverá harmonia se a Anatel regular o preço dos insumos.
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movimentações no Brasil para a regulamentação deste serviço e mostra o
que países europeus estão fazendo.