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Especial PLC: mercado mundial busca padronização

Várias tecnologias disputam hegemonia das redes elétricas inteligentes em um mercado que deve movimentar US$ 200 bi nos próximos cinco anos

Publicado: 12/05/2026 às 07:35
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4 minutos
Especial PLC: mercado mundial busca padronização
Construção civil — Foto: Reprodução

O Brasil já é considerado

um mercado-alvo por especialistas e empresas interessadas em explorar os

negócios gerados pela tecnologia de transmissão de dados pela rede elétrica.

Não é à toa que, em março deste ano, o Rio de Janeiro hospedou pela primeira

vez o evento ISPLC 2010 (International Symposium on Power

Line Communications and its Aplications). “Um dos

problemas críticos para a adoção do conceito de redes elétricas inteligentes (smart grids) no Brasil são os custos de

telecomunicação”, afirmou Pedro Jatobá, 

presidente da Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e

de Sistemas Privados de Telecomunicações (APTEL), durante o evento.

Reduzir esses custos é um desafio para a

popularização das tecnologias power line

communications (PLC) e broadband over

line communications (BLC). Ainda há muito chão para os negócios ganharem

escala. A começar pela definição de padrões. No início de janeiro, foi dado um importante

passo para tornar as redes elétricas inteligentes domésticas (smart grids) uma realidade e não somente

cenas vistas em cartoons da família Jetson.

O grupo IEEE1901,

formado por pesquisadores do Institute of Electrical and Electronics Engineers,

responsável pela definição de padrões para a transmissão de dados em linhas de

eletricidade, publicou a minuta 2.0 do seu documento regulador para o mercado

internacional.

Conhecido entre os

técnicos como Draft 2.0, ele reformula a versão 1.0 e ganha aceitação

industrial e comercial. Espera-se que os retoques finais do documento sejam

dados até o final deste ano – com a expectativa de aceitação de fabricantes e

usuários. A luta é por um mercado que deve movimentar cerca de US$ 200 bilhões até

o ano de 2015, segundo pesquisa da empresa Pike Research.

A interoperabilidade

pretendida vai muito além da conversa entre a torradeira e o forno de

micro-ondas. Ela vai definir as possibilidades de todo um segmento industrial,

ainda incipiente na maioria dos países. A variedades de padrões é uma barreira

para a universalização dos dispositivos. Na política tecnológica, pelo menos mais

quatro padrões disputam a hegemonia da transmissão de dados pela rede elétrica.

Os interesses são

representados pelas seguintes organizações: a aliança High-Definition Power

Line Communication (HD-PLC), o HomePlug Powerline Alliance (HPA), a Universal

Powerline Association (UPA) e a europeia Open PLC Research

Alliance (Opera).

Enquanto a

padronização universal não vem, algumas decisões políticas podem definir o rumo

das coisas. A começar pela decisão da União Europeia de investir 9,06 milhões

de euros em tecnologia PLC em vários países da região.

Nos Estados Unidos, a

tecnologia atende pelo nome HomePlug. Lá há um apoio forte vindo do American

Recovery and Reinvestiment Act (ARRA). Foram destinados US$ 4,3 bilhões para

financiamento de vários projetos. O segmento está explodindo, segundo estudo do

Pike Research, que estima que os negócios relativos a “redes elétricas

inteligentes” vão triplicar, saindo de US$ 10 bilhões em 2009 para US$ 35

bilhões em 2013 nos Estados Unidos.

Para o Brasil, o

argumento para a adoção mais intensiva da rede elétrica como meio de

comunicação é sua capilaridade (98%), superior à rede de telefonia (52%) e a

estrutura de cabo de fibra óptica (10%). Projetos como os de Barreirinhas,

interior do Maranhão, interligando escolas, posto de saúde, prefeitura e centro

de artesanato pela fiação elétrica existente, mostram que é possível realizar a

utopia e promover a inclusão digital a custos mais reduzidos.

Leia mais:

Durante maio, o IT Web discute as questões

relacionadas ao desafio da implementação da internet pela rede de

energia elétrica. Acompanhe.

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