A empresa trabalha com objetivo de levar internet móvel para 2.832 municípios nos próximos 18 meses
A Vivo quer acelerar sua meta de cobertura de terceira geração (3G). Pelos próximos 18 meses a operadora pretende cobrir uma média de quatro municípios brasileiros por dia com a tecnologia. A empresa trabalha com objetivo de levar internet móvel para 2.832 cidades até o final de 2011.
A iniciativa está contemplada na já anunciada previsão de investimento de R$ 2,49 bilhões. Para se ter uma ideia, hoje, a Vivo leva internet móvel, em média, a uma cidade por dia e já cobre 600 municípios. A meta é atingir 85% da população, chegando a localidades com entre 800 a 150 mil habitantes no próximo ano e meio. A previsão é conectar 1,4 mil municípios em 2010 e um total de 2,2 mil até dezembro de 2011, mais que triplicando a cobertura atual da operadora na tecnologia.
Pelas projeções da companhia, seu 3G chegará a 329 municípios com até 5 mil habitantes; 530 cidades com entre 5 e 10 mil habitantes; 955 entre 10 e 30 mil e 418 entre 30 e 300 mil. Essas localidades espalham-se por todo o País e já estão cobertas com 2G ou Edge. “Vamos inverter um pouco a lógica onde o investimento só é feito onde há grande retorno”, defende Roberto Lima, presidente da operadora. Nas palavras do executivo, o que foi feito até hoje não é mais suficiente. “Precisamos dar escala porque o Brasil tem pressa”, completa.
Atualmente, a Vivo soma 4 milhões de clientes acessando internet em 3G. A ideia é ampliar essa base. De toda forma, o executivo não revela projeções de quanto esse contingente será acrescido.
Batizado de Plano Vivo Internet Brasil, o serviço custará R$ 25,95, no primeiro mês, para dados trafegados equivalente a 250 MB e velocidade de até 1 Mbps. Contudo, o preço sobe para R$ 59 a partir do segundo mês. Os preços não incluem, ainda, o valor do modem (cerca de R$ 150). Para justificar o preço, a operadora critica a taxa tributária que incide sobre os serviços.
Lima não dá dimensão do retorno sobre o investimento esperado. “Pode ser que não venha tão rapidamente quanto num lugar onde temos potencial econômico maior, mas daremos condições para que esses municípios se desenvolvam”, diz.
Questionado se a iniciativa seria uma resposta à entrada de um órgão estatal no setor, que sinalizou que ofertará acesso em localidades não atendidas pelas operadoras privadas, o presidente da Vivo afirmou que um plano como o apresentado na quarta-feira (10/06) não é feito em um curto espaço de tempo e sem, antes, haver sido criadas condições estruturais.
“Não é porque a Telebrás renasceu que conseguimos colocar o plano. Coincidentemente foi logo após a manifestação do governo”, avalia o executivo que elogiou a priorização da banda larga pelo governo. “Se ele (o governo) desonerar o investimento, melhor ainda”, propôs.