Previsão da Strategy Anatlytics aponta para continuação da tendência de alta, mas com crescimento limitado pelo aumento da competição
Os embarques globais de smartphones cresceram 43% atingindo um recorde de 60 milhões de unidades durante o segundo trimestre de 2010. No mesmo período do ano passado, foram 42 milhões de aparelhos, de acordo com levantamento da Strategy Analytics. Lideram esses números positivos os subsídios das operadoras, a forte competição entre os fabricantes e o crescimento de modelos de baixo custo, aponta a consultoria.
“Em termos de volume total foi um trimestre recorde”, afirma Neil Mawston, diretor de estratégia para dispositivos wireless da consultoria. “Nokia a Research In Motion (RIM) mantiveram-se estáveis na comparação anual.”
Embora volume, receita, preço e margens de lucro tenham continuado em alta no segundo trimestre, não são números tão maiores que do trimestre anterior. Os fabricantes “estão sob pressão um pouco maior de forma que o crescimento experimentado não foi tão forte, e o mercado vê uma competição cada vez maior em preços.”
Apesar dos desafios, a Nokia gerenciou bem o seu market share de 40%, com preços competitivos e uma rede de distribuição ampla, informa a Strategy Analytics. As vendas da RIM cresceram e levaram o share da companhia para 19%. Já a Apple experimentou um período misto, sobretudo, pelas dificuldades enfrentadas com os problemas na antena do iPhone 4.
Em uma avaliação geral, o preço médio do smartphone da Nokia caiu em torno de 21% na comparação anual, muito devido ao lançamento de modelos mais baratos, lembra Mawston.
Quando comparado com alguns anos atrás, o mercado de smartphones se converteu em um segmento de forte crescimento e altamente competitivo. “Não era o caso de dois anos atrás, quando o mercado estava mais aberto a experimentação e inovação e de baixa penetração de vendedores, agora há uma negociação com operadoras e as telco estão mais abertas ao debate.”
As principais regiões para venda de smartphones foram Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão. Nos mercados emergentes, destaque para China, Brasil, Índia e Rússia, revela Mawston.