Telco, que passa ao controle da Telefónica, registrou lucro líquido de R$ 236 milhões no segundo trimestre de 2010
A Vivo Participações anunciou nesta quarta-feira (29) – mesmo dia em que a Telefónica confirmou a compra dos 50% pertencentes a Portugal Telecom na holding que controla a telco móvel – lucro líquido de R$ 236 milhões no segundo trimestre de 2010, com alta de 29,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. O Ebitda (lucro antes das taxas de juros, depreciações de amortizações) foi de R$ 1,342 bilhão no trimestre, mostrando alta de 10,6%.
Os dados foram passados em clima de indefinição a respeito do futuro da companhia, por conta do negócio com o grupo espanhol.
A margem ebitda foi de 30,5% no período, com alta de 0,4 ponto percentual sobre o primeiro trimestre de 2010 e de 0,2 ponto percentual sobre o trimestre anterior. No ano, o ebitda foi de R$ 2,6 bilhões, com alta de 7% sobre os 2,44 bilhões. A receita operacional líquida cresceu na mesma proporção nos primeiros seis meses, atingindo R$ 8,63 bilhões.
Em audioconferência com analistas e investidores, foi anunciado um total de R$ 1,156 bilhão em investimentos para o segundo semestre deste ano. O foco principal será aumento da cobertura da rede, principalmente 3G. Estudos de microchip são feitos para a geração 4 do iPhone e também para o iPad.
“Serão mais de 2,8 mil municípios com cobertura 3G até 2011, 85% da população brasileira. Esse é o compromisso da Vivo”, disse o presidente da empresa, Roberto Lima, em teleconferência a jornalistas. Atualmente, são 600 cidades.
“Por mais estranho que isso pareça, estamos em parcerias com nossas concorrentes, como Claro e Embratel, para construção de redes de fibra ótica, aumentando a oferta e a qualidade e reduzindo em dois ou três o investimento e o custo de manutenção”, explicou Lima.
Os investimentos somaram R$ 489 milhões, com alta de 11% sobre os R$ 328,7 milhões do primeiro trimestre, porém, com redução de 17% sobre os R$ 595,1 milhões do mesmo período do ano anterior. “Continuaremos investindo em rede”, disse Lima.
Receita
A receita de dados e SVAs, que atingiu R$ 335 milhões, com crescimento de 71,8% e de 16,8% na comparação com, respectivamente, o segundo trimestre de 2009 e o primeiro de 2010. O impulsionador continua com o aumento expressivo do número de clientes em planos 3G, com alta de 142% no ano, por conta do aumento na penetração e utilização de serviços de messaging, como fruto da venda crescente de pacotes de SMS. Atualmente, são 4,3 milhões de clientes da terceira geração 3G
A receita com internet foi de R$ 424,9 milhões entre maio e junho deste ano, com alta de 16% sobre os R$ 366,4 milhões sobre o primeiro trimestre do ano e de 121% sobre os R$ 191,9 milhões do mesmo período de 2009.
“O ritmo de crescimento é mantido, impulsionado pela venda de planos de dados atrelada a modem e smartphones e à ampliação da rede 3G”, explicou a CFO da empresa, Cristiane Barreto. Em um ano, cerca de 40% desses ganhos vinham de redes de terceira geração. Agora, são 53%.
Números gerais
Foram 2.028 mil novos acessos no trimestre (41,3% no segmento pós-pago). A base da Vivo totalizou 55.977 mil acessos, (19,6% de crescimento anual, sendo 25,5% no segmento pós-pago). O market share de 30,24% (34,67% no segmento pós-pago).
Atualizado às 11h28
Leia mais:
Confira especial com todas as notícias sobre as negociações da compra da Vivo.