Somente se mantendo a par das últimas regulamentações, tecnologias e da concorrência, companhias podem driblar barreiras das redes de telco
Todos nos lembramos daquela época em que tínhamos de carregar dados em mídias removíveis a fim de enviá-los ao data center. Afinal, levariam dias para transferir a quantidade necessária de dados por meio dos lentos links de telecom. O problema é que essa terrível época ainda não passou. Em vez de enviar fitas para os DCs, as empresas mandam discos rígidos inteiros para os fornecedores de nuvem. Apesar dos grandes avanços em termos de velocidade, a transmissão de grandes conjuntos de dados ainda pode levar uma semana – ou mais – mesmo que a velocidade seja de 10 Mbps. É claro que as empresas, geralmente, não precisam transferir terabytes de dados via web, mas o nível atual de sneakernet necessário para transferir, até mesmo, algumas centenas de gigabytes, parece um pouco alto para o século 21.
O estado da banda larga é importante para sua empresa. Houve interesse considerável do consumidor, nos últimos anos, culminando em plano da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, anunciado no início desse ano, para expandir a cobertura e a velocidade da banda larga e promover a concorrência. As áreas de TI podem se beneficiar se mantendo a par dessas questões regulamentares, como também aproveitando as novas tendências tecnológicas (como a banda larga sem fio) e se unindo a fornecedores alternativos e redes municipais que se opõem ao status quo. Certamente, existem riscos, mas não tomar atitude, praticamente, garante que a empresa mantenha a rede de baixa capacidade e preço alto.
São muitas as razões pelas quais o estado de banda larga do consumidor físico deve ser importante para o consumidor corporativo:
– As empresas precisam de serviço melhor de banda larga em seus escritórios, fábricas e depósitos, mas devem se preocupar, também, com a qualidade e com o custo da internet que chega ao consumidor, por diferentes motivos. Em primeiro lugar, seus funcionários a estão usando, seja trabalhando remoto ou quando leva um algo para ser finalizado/revisado fora de hora. Em segundo lugar, a banda larga dos consumidores pode mudar a forma como sua empresa interage com eles, assim como os serviços oferecidos. Por exemplo, telemedicina é um aplicativo de grande possibilidade; algumas empresas de seguro saúde estão começando a reembolsar por “visitas em casa” (online), mas uma conexão de vídeo ruim não irá amenizar o medo do paciente de receber atendimento de segunda-classe.
– Além da telemedicina, aplicativos como streaming de vídeos, backup fora da sede, videoconferência e educação à distância devem expandir demais a necessidade por banda – não apenas nas empresas, mas também em pequenos escritórios e para quem trabalha de casa.
– A TI tem demonstrado interesse em saber quanto custa a conectividade, e a concorrência depende de como as regulamentações de banda larga são concluídas.
– Enquanto o modelo consumidor cria mais concorrência e preços mais baixos, não traz as garantias de um acordo de nível de serviço que as empresas precisam. Companhias que se interessem por linhas SOHO devem prestar mais atenção à atual confusão sobre se as operadoras podem priorizar o tráfego de acordo com suas próprias políticas de gerenciamento, incluindo quais clientes pagam mais. Nesse momento, a FCC tenta reafirmar sua autoridade para regulamentar a questão.
Os resultados podem ser importantes para os consumidores corporativos. Ficar atento sobre os que os fornecedores têm permissão na hora de aplicar capacidade por uso também é importante.
*Jonathan Feldman é um executivo de TI da Carolina do Norte.
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