Vítimas gastam, em media, 28 dias e US$ 334 para solucionar problema, mas poucas relatam crime à polícia
Mais da metade de todos os adultos experimentaram algum tipo de cibercrime e mais de um em cada dez se responsabilizaram pelo problema, aponta uma pesquisa divulgada pela Symantec e conduzida pela StrategyOne.
O estudo produzido com sete mil internautas em 14 países revela que 65% das pessoas globalmente já sofreram com algum tipo de cibercrime. Metade dos participantes foram vítimas de vírus ou malwares, 10% responderam a scams online e 9% vitimaram outros com phishing por acreditar ter recebido uma mensagem legítima. Além disso, 7% dos entrevistados disseram que os perfis em redes sociais foram hackeados, enquanto um número igual diz que já foi abordado na web por delatores ou sofreram fraudes ligadas ao cartão de crédito.
Mas qual impacto emocional do cibercrime? A Symantec diz que seu estudo é o primeiro a colocar este questionamento às vítimas. A pesquisa verificou que 58% das pessoas estavam nervosas com a situação, 51% estava irritadas e outras 40% decepcionadas, especialmente porque a maioria acredita que esses ataques não são punidos pela justiça. Além disso, 41% responsabilizam os criminosos pelos ataques, enquanto 14% apontam insegurança nos sites, já 13% das vítimas culpam a si mesmas.
É interessante notar, entretanto, que apenas 51% das pessoas mudariam o comportamento se fossem vítima de cibercrime e apenas 44% dos entrevistados já afetados notificaram a polícia.
E ser vítima de um crime digital gera um processo frustrante e, muitas vezes, desgastante. Os entrevistados gastaram, em média, 28 dias e US$ 334 para resolver o prejuízo causado.