Organização é coordenada pelo Exército brasileiro por orientação do Ministério da Defesa
Diversos países já se atentaram para a importância de uma estratégia de segurança no espaço móvel, seja para proteger informações sigilosas e estratégicas ou, no caso de uma guerra digital, estar preparado para lançar ataques. Executivos da Panda Security que estiveram no Brasil para anúncio de um contrato com o Exército nacional lembraram que o Irã está entre os países que incluíram o assunto na pauta da segurança. A Espanha, por exemplo, trata o assunto no conselho de segurança. O governo brasileiro já se atentou para esta necessidade e o Ministério da Defesa passou a missão para o Exército.
De acordo com o general Antonino dos Santos Guerra Neto, do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica (CCOMGEX), há um trabalho em andamento para desenvolver toda a camada legal do núcleo de guerra cibernética. “Ele servirá para o centro de guerra cibernética do Exército. Já há uma área cuidando de ferramentas, outra de treinamento, uma para defesa de redes e outra para desenvolvimento de formas para a parte ofensiva.”
Para Guerra Santos, a iniciativa ganhará força a partir de 2011, com reorganização das unidades militares. Ele lembra que hoje a estrutura conta com 12 centros de telemática que atendem mais de 600 organizações do Exército. Cada um desses centros recebe, em média, 100 tentativas de ataques por dia. O general frisa, entretanto, que nenhuma delas foi identificada como sendo proveniente de algum outro país.
No ano passado, a McAfee divulgou um relatório sobre criminologia virtual observando um aumento de ataques com motivações políticas. Na ocasião, a companhia informou que Estados Unidos, França, Rússia, Israel e China eram os países que já estavam equipados com ciberarmas. Outro caso famoso foi o ataque sofrido pelo Google na China, onde indícios apontaram para o envolvimento do governo chinês.