Mesmo a Adobe dá o braço a torcer e adere à versão 5 da HyperText Markup Language
Na semana do dia 13/09, o blogueiro Grant Friedman, que edita um site com dicas e tutoriais sobre aplicações em Photoshop, postou a seguinte mensagem no Twitter (via perfil o perfil @psdtuts): “Web designers comemorem! Foi lançado o pacote HTML 5 do Illustrator”.
Era uma das reações ao comunicado oficial da Adobe, anunciando a nova versão do tradicional programa gráfico. Embora a edição traga várias funcionalidades, a ênfase foi dada em sua compatibilidade com o HTML 5.
A comemoração do blogueiro tem algo de salutar. Com os avanços prometidos pelo HTML 5, uma das possíveis vítimas seria o padrão de animação e vídeo Flash, de propriedade da própria Adobe. A nova versão do HTML chegou a ser chamada de “Flash Killer”. Ao adotá-la dessa maneira enfática, a empresa mostra que aderiu ao ditado “se não pode vencer o inimigo, una-se a ele”.
“Alguns recursos de animações e efeitos em páginas atualmente feitos em Flash poderão ser produzidos apenas com HTML5, o que significará sites mais leves e rápidos”, explica Rodrigo de Almeida Siqueira, sócio-diretor de tecnologia da desenvolvedora de aplicativos para internet Insite.
A verdade é que o mercado tem respondido com grande entusiasmo às ideias propostas pelo consórcio W3C, desde o lançamento da proposta da nova edição da linguagem, em 2008. Na prática, navegadores como o Chrome, Firefox, Safari e Opera já fizeram uma boa parte das implantações sugeridas pela nova linguagem, como, por exemplo, o suporte a tags de vídeo e o suporte à tecnologia Canvas.
Mesmo a Microsoft, que evitou adotar o HTML 5 na versão 8 do seu browser, já mudou de ideia e dará suporte à linguagem no IE9. Na empresa, os defensores da linguagem travam um debate com do plug-in Silverlight.
O novo padrão é um passo na direção da web semântica, a próxima evolução da plataforma de comunicação on-line, já batizada de web 3.0. A evolução da linguagem atende a demandas da própria web, como o controle interno para conteúdo multimídia, um melhor gerenciamento da navegação off-line e depuração de erros mais afinada.
De acordo com Siqueira, uma boa parte dos comandos do HTML5 pode ser utilizada desde já sem perder nenhuma funcionalidade nas páginas existentes, como, por exemplo, os comandos que definem a semântica dos elementos das páginas (a localização do texto na principal da página, o menu de navegação ou o rodapé). Estes comandos poderão ser usados por sistemas de busca ou ferramentas externas que utilizam este conhecimento da estrutura da página, sem interferir na apresentação da página para o usuário final.
“Por outro lado, alguns comandos novos como o tag (para mostrar vídeos sem necessidade de plug-ins) só funcionarão nos browsers mais recentes”, diz o diretor da Inside. “Cada vez mais os navegadores são atualizados automaticamente nos computadores dos usuários, de forma que, em pouco tempo, a maioria dos usuários terá os recursos do HTML5”.
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