O acordo entre as companhias, que permite a localização de usuários da rede social em buscas, não é suficiente para bater o Google
O acordo entre Microsoft e Facebook para integrar o conteúdo da rede social com os resultados de busca Bing adiciona algumas novidades ao buscador, mas não o suficiente para ajudar a produtora de software a alcançar o rival Google em termos de tráfego de pesquisas. A opinião é de um analista de mercado.
A proposta representa um passo importante para o Bing. “Usuários irão, definitivamente, ver uma melhora na experiência de busca, especialmente nos 4% das pesquisas que envolvem o nome de pessoas”, avaliou Ray Valdes, do Gartner, em seu blog.
Contudo, na avaliação do especialista, a expectativa de que a ação conjunta impulsionaria a empresa de Bill Gates na corrida com o Google é infundada. “Apesar de esses desenvolvimentos estarem disponíveis para usuários e adicionar inovação à marca, não deve representar uma mudança no setor” continuou.
De acordo com pesquisa mais recente da Comscore, o Google lidera o mercado de pesquisas, com 65,4% do tráfego. A Microsoft, por outro lado, fica com 11,1% da fatia.
A fabricante de softwares também contabiliza movimentações vindas de sites do Yahoo, que comanda 17,4% do bolo, conforme um acordo feito recentemente entre ambas as empresas. De qualquer maneira, mesmo unidas, as duas companhias ficam abaixo do resultado da líder de mercado.
“Não acredito que o Bing ganhará muita participação (talvez cerca de 5%) – especialmente se seguir com melhores adicionais. A posição dominante do Google é uma barreira alta a transpor no curto prazo”, comentou.
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