Conscientização dos funcionários é um dos dilemas mais antigos, mas ainda é um dos mais complexos
Para o presidente da Isaca, Ricardo Castro, embora este seja um dos dilemas mais antigos dentro das empresas, ainda se trata de um dos mais complexos. Não porque as pessoas se recusam a aprender, mas porque requer muito comprometimento das companhias e de forma contínua e evolutiva. “Investe-se pouco na formação do usuário para ser vigilante da segurança. Gasta-se em ferramentas que geram métricas”, reflete Castro, para quem investir na educação dos funcionários gera resultados muito melhores.
O ponto de atenção fica por conta da comunicação, que precisa ser a mais clara possível. Edison Fontes, consultor e professor da Fiap, ressalta que neste ponto é importantíssimo um trabalho conjunto com o departamento de RH, que fará a ponte entre a área de segurança e os funcionários. E, além dos empregados, os treinamentos precisam se estender aos parceiros, que também terão acesso aos dados da companhia e aos diversos departamentos. “O parceiro tem de estar no mesmo nível de proteção.” O especialista diz ainda que, dentro da formação, é preciso determinar o comportamento que o funcionário terá em caso de identificar alguma irregularidade: manda e-mail, liga, avisa ao superior.
Diversas companhias têm investido nisso e garantido bons resultados. O Grupo Santander, por exemplo, possui uma semana anual de segurança, onde os funcionários assistem palestras e debates relacionados ao tema. O importante é envolver a todos e transformar a ação em algo constante, por isto a necessidade do comprometimento da alta direção para que sempre haja verba para essas atividades. “Nada funciona sem conscientização, tem que liderar preparando as pessoas para que se previnam”, aponta André Gargaro, da Deloitte.
Leia também: