Sócio da PwC diz que é preciso estratégia para colocar vazamento da informação no core da empresa
Trata-se de algo extremamente importante e não falamos aqui de quaisquer ferramentas, mas do conceito de prevenção à perda de dados ou data loss prevention (DLP). Para Edgar D”Andrea, sócio da área de segurança e tecnologia da PricewaterhouseCoopers (PwC), é preciso uma abordagem para colocar o vazamento da informação com o core. “Aqui, você revisita questões ligadas à política de segurança, à classificação da informação, ao treinamento e à sensibilidade do que não funciona. E tem a visão de que você começa a quebrar sua organização por processos”, explica.
Segundo informou o especialista, faz-se necessário entender quais pontos apresentam maior risco de vazamento. Ao estabelecer uma política de classificação, normalmente, a empresa pensa sobre o que o usuário faz, mas deveria ir além. “Por exemplo, uma tabela de preço ou desconto é uma informação crítica e, se não houver blindagem daquilo, ela pode vazar para o mercado e o concorrente saber das margens. Com visão DPL você consegue isolar a informação. Não pode enviar por e-mail, gravar em pen drive, dar printscreen”, enumera.
Tratamento similar precisa ser dado aos notebooks que proveem acesso aos sistemas e dados da casa do funcionário e também para smartphones. Não adianta pensar em bloquear, já que trabalho remoto e mobilidade estão na ordem do dia. O desafio está lançado e você precisa encontrar a melhor solução para garantir a segurança fim a fim. “Muita empresa está aderindo a esta visão, olhando pela perspectiva do risco de vazamento da informação. Não é barato e para modular o projeto demora às vezes um ano”, comenta D”Andrea. O primeiro passo é avaliar as áreas de risco e, depois, trabalhar a blindagem.
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