Em entrevista a jornalistas em São Paulo, presidente da TIM, Luca Luciani, afirma que está próximo acordo para construção conjunta
A preocupação com os eventos esportivos que o Brasil abrigará até 2016 permeia os mais diversos setores da economia e não poderia ser diferente com infraestrutura de telecom. Quando se fala neste ponto, aliás, independente de Copa e Olimpíada, ela é essencial para um país com os desafios de crescimento como o Brasil. “Principalmente estrutura digital. Como incluir a população do interior e acelerar a produtividade de empresas nas cidades mais afastadas?”, questiona Luca Luciani, presidente da TIM Brasil.
Em evento com jornalistas em São Paulo, nesta quinta-feira (09/12), o executivo abordou a necessidade de um esforço na otimização da rede e espectro, falou de investimentos e de como é necessário um trabalho de compartilhamento entre as telco para poder atender à demanda de crescimento num curto espaço de tempo.
Como possível ato imediato, Luciani citou a construção de um backbone de fibra óptica que ligará Brasília à Belém. De acordo com o presidente da TIM, está para ser finalizado um acordo onde um pool de operadoras participará da construção. “Deve começar em 2011 e terminar antes dos jogos”, frisa. Sem precisar o investimento necessário para essa estrutura, ele comentou que, em alguns casos, fazer um backbone pode custar perto de US$ 100 por quilômetro.
Por mais de uma vez ele ressaltou que este tipo de infraestrutura precisa ser feita em conjunto, primeiro pelo tempo da obra e, em segundo, pelo alto investimento demandado. “Uma coisa é varejo, outra é atacado e falamos aqui em compartilhar estrutura para suportar o crescimento.”