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O espião Wikileaks. Mocinho ou bandido digital?

Em artigo, Jeferson D’Addario fala sobre posição do site no conceito de segurança

Publicado: 23/05/2026 às 05:02
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2 minutos
O espião Wikileaks. Mocinho ou bandido digital?
Construção civil — Foto: Reprodução

Quando tudo parecia tranquilo no mundo da diplomacia mundial, aparece o Wikileaks! É um vírus? Um avião? Um hacker? Ou apenas mais um tablóide londrino sensacionalista? Bom, talvez ainda não consigamos afirmar o que é, porém, estrago é com eles mesmo!

O site, dedicado a divulgar informações sigilosas, revelou em 28 de Novembro um conjunto de 250 mil documentos diplomáticos confidenciais americanos. São despachos diários desde 1966 trocados por embaixadas e consulados em todo o mundo. As mensagens expõem as ações e razões da política externa. Pensa que acabou!? Tem mais. Avisaram que tem mais 250 mil aguardando para serem divulgados.

Bom, isso você já sabia. O que você não sabia é que “cutucar a onça com vara curta.”, ainda é um ditado válido na era Y da Internet.

Ao divulgar documentos diplomáticos do Governo americano o Wikileaks começou uma guerra. Seu fundador será perseguido? A CIA vai monitorá-lo como naqueles filmes de ação?

Podemos imaginar muita coisa, porém, o real é que governos como o dos EUA, Reino Unido, Suécia e Suíça condenaram e agiram, como por exemplo na Suíça onde contas bancárias do fundador foram bloqueadas. Nos EUA é “persona non grata”, na Suécia está com mandato de prisão por supostamente ter se envolvido em estupro. E então o australiano Sr. Julian Assange se entregou à policia em Londres.

E o contra-ataque?

Aliados ou simpatizantes (Pró-wikileaks) com as atitudes do Wikileaks, alguns Crackers (hackers que tem fins nocivos ou prejudiciais), atacaram e tiraram do ar na Internet websites das operadoras de cartão de crédito Visa e Mastercard que haviam interrompido o serviço disponível para doações ao site Wikileaks.

Bom, ainda não sabemos as reais intenções do Wikileaks. Que há liberdade de expressão há, e isso não é crime, principalmente em um mundo plano como o da Internet. Divulgar documentos tão comprometedores e que podem desencadear as mais diversas reações, creio que tenha sido sensacionalismo excessivo do Wklks, mas, vamos deixar a justiça normal e a da internet agir para podermos saber se ele é bandido ou mocinho.

*Jeferson D”Addario é sócio da consultoria na área de segurança Daryus

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