Copiar nem sempre é um crime, na maioria das vezes é a metade do caminho na estrada da inovação
O Google deu um passo não muito comum na última semana ao acusar o a ferramenta de busca Bing, da Microsoft, de copiar seus resultados, uma afirmação que foi logo negada pela companhia de Bill Gates.
O acusador diz ter notado seus resultados de busca por palavras-chave aparecendo nas pesquisas do Bing. Mas a Microsoft nega a acusação, afirmando que a semelhança é produto de monitoramento clickstreams [gravação de dados verificados em navegação].
A maneira correta de proceder seria, para ambas as empresas, monitorar menos os usuários, mas isso levaria a resultados menos relevantes para todos. Pode ser um preço razoável, mas apenas se isso incentivar o Google e a Microsoft a se concentrarem em problemas maiores como spams.
O próprio Google é um império construído sobre a cópia. Apresenta resultados de pesquisa copiados de todos os sites que indexa (outro eufemismo para a cópia). Apresenta notícias copiadas de sites por meio do Google News. Foram verificados milhões de livros em seu serviço buscas. Procure por “U2” e você pode tocar arquivos de áudio copiados a partir de canções lançadas comercialmente pela banda. O YouTube distribui cópias de vários videoclipes e filmes comerciais, para grande consternação da Viacom.
E a Microsoft yambém copia. Você já se perguntou de onde a ideia de uma interface gráfica de usuário para o Windows veio? Pergunte ao Steve Jobs, na Apple. Claro, ele teria então encaminhar a questão à Xerox PARC. E se continuarmos a puxar esse fio você pode encontrar muito mais cópias. Haveria alguma inovação, com certeza, mas avanços sem precedentes são a exceção, não a regra.
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