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Vírus: dispositivos móveis ganham atratividade entre hackers

Se, há dez anos, ameaças tinham um aspecto “mais romântico”, hoje representam um negócio lucrativo

Publicado: 26/05/2026 às 22:46
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3 minutos
Vírus: dispositivos móveis ganham atratividade entre hackers
Construção civil — Foto: Reprodução

Se, há dez anos, os vírus tinham um aspecto “mais romântico”, no qual a ideia de seu idealizador era mostrar seu poder diante da comunidade online, hoje, trata-se de um negócio “extremamente lucrativo”. A afirmação foi feita pelo gerente da área de consumer da McAfee do Brasil, Sérgio Oliveira.

E, com os dispositivos móveis se tornando fator essencial para o executivo, companhias enfrentam uma nova vulnerabilidade de seus sistemas de segurança. Por conta deste novo espaço na agenda do criminoso virtual, é preciso que a companhia defina algumas políticas de segurança que garantam o mínimo de exposição possível da rede corporativa aos tablets e smartphones utilizados pelos seus colaboradores.

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Uma alternativa é manter o aplicativo de e-mail com tecnologia criptografada, garantir o gerenciamento de políticas de privacidade, especialmente para download de aplicativos, e plano de ação no caso de perda, roubo ou furto do aparelho.

É preciso também que a área de TI faça o acompanhamento regular dos materiais, atualizando anti-vírus e verificando possíveis ameaças, de forma que a exposição do sistema operacional seja o menor possível.

Ameaças em números

Em relatório divulgado recentemente pela McAfee, foram apontados cerca de 20 milhões de novos malwares em 2010, o equivalente a 55 mil novas ameaças todos os dias; destas, 36% criadas no ano passado. Entretanto, 80% do tráfego total de e-mails foi composto por spams no quarto trimestre do ano passado, uma das menores taxas registradas para spams nos últimos anos.

Já estudo produzido em 2010 pela Symantec com sete mil internautas em 14 países revelou que 65% das pessoas globalmente já sofreram com algum tipo de cibercrime. Metade dos participantes foram vítimas de vírus ou malwares, 10% responderam a scams online e 9% vitimaram outros com phishing por acreditar ter recebido uma mensagem legítima. Além disso, 7% dos entrevistados disseram que os perfis em redes sociais foram hackeados, enquanto um número igual diz que já foi abordado na web por delatores ou sofreram fraudes ligadas ao cartão de crédito.

Os entrevistados gastaram, em média, 28 dias e US$ 334 para resolver o prejuízo causado. “O cibercrime é um negócio extremamente lucrativo. Os ataques passaram a ter foco principalmente no roubo de informações que pudessem gerar vantagens financeiras”, alertou o especialista.

Saiba mais:

Cibercrime: avanços dos criminosos e ações para contê-los

[Especial] 10 dilemas da segurança da informação 

Segurança: 5 dicas para ajudar na escolha da tecnologia

 

 

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