Marco legal deve acompanhar ritmo acelerado de mudanças no perfil dos clientes, na tecnologia e os planos de crescimento das empresas
É inquestionável que o setor de telecomunicações passou
por algumas mudanças significativas nos últimos anos, principalmente após a
privatização. É inegável também que o ambiente tecnológico tem contribuído muito
para que novas e grandes transformações ocorram e que algumas delas provocam
hábitos de consumo inéditos no consumidor.
O surgimento da GVT se deu a partir da privatização. Com
uma proposta diferenciada de oferta de serviços e de relacionamento com o cliente,
iniciamos nossas operações com base em um modelo de negócio que colocava, e
coloca, o cliente como centro de todas as iniciativas e esforços. A cada ano tivemos
novos desafios: desde a construção dos primeiros metros de rede, passando pela
definição dos produtos com alta proposta de valor para os usuários, o fortalecimento
da marca, o crescimento acelerado, a abertura de capital e, recentemente, a
expansão para novas geografias. Independentemente da etapa, sempre nos
mantivemos fiéis ao princípio de oferecer serviços inovadores e de alta
qualidade com padrão superior de atendimento.
Leia especial sobre os dez anos da privatização do Sistema Telebrás
É fato que as
cidades nas quais atuamos e onde, portanto, há competição, se beneficiam com a oferta
de soluções e condições garantidas por todos os players presentes. Isso sem
falar na grande quantidade de empregos gerados ao lançar uma nova operação ou
mesmo expandi-la em uma região onde já temos serviço. O grande desafio agora é
construir um cenário pró-competição.
Mas a grande
agenda do setor deve ser a forma para unir a velocidade da evolução
tecnológica, a mudança de comportamento do cliente e os planos de crescimento
com um ambiente regulatório e legal que também acompanhe este ritmo acelerado. O
estimulo da competição em seu sentido mais amplo, como um conjunto de regras
centrais, que realmente determine o estabelecimento da concorrência.
É garantir ao
consumidor a possibilidade da escolha, já que as amarras do cliente a qualquer
fornecedor não podem ser estruturais. Há uma série de discussões em curso sobre
como o setor de telecomunicações se estruturará e quais regras passarão a
vigorar. Não há dúvida que esta é uma oportunidade única de promover mudanças
capazes de impulsionar a competição. Alterações são naturais e têm de ser
feitas para uma constante evolução.
Certamente a
única coisa que nunca mudará é a convicção de que tudo o que fazemos na GVT tem
o cliente como nosso maior objetivo e é ele, no final do dia, que determina o
nosso sucesso e crescimento.
* Alcides Troller Pinto é vice-presidente
da Unidade de Negócios Varejo da GVT. Ele escreveu o artigo com exclusividade a pedido do IT Web.