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A farra dos notebooks

No artigo ASUS M6Ne-Um notebook surpreendente comentei rapidamente o quão útil é um notebook em uma viagem, e as diferenças entre os modelos menores, os médios e os maiores, destinados a substituir os desktops nas mesas de trabalho. Poucos dias depois, estava eu indo para Lexington (EUA, estado de Kentucky) para uma visita à Lexmark-que […]

Publicado: 13/05/2026 às 03:22
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A farra dos notebooks
Construção civil — Foto: Reprodução

No artigo ASUS M6Ne-Um notebook surpreendente comentei rapidamente o quão útil é um notebook em uma viagem, e as diferenças entre os modelos menores, os médios e os maiores, destinados a substituir os desktops nas mesas de trabalho. Poucos dias depois, estava eu indo para Lexington (EUA, estado de Kentucky) para uma visita à Lexmark-que comentaremos em breve-levando meu ASUS M6Ne, um modelo de tamanho médio, quando pude presenciar uma verdadeira “farra de notebooks”.

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Não é difícil constatar que já se vende mais notebooks do que micros “desktops” no mercado americano. Diferente de nós, lá os consumidores compram micros prontos de marcas conhecidas em lojas de varejo, dificilmente montam suas máquinas como os brasileiros. Até mesmo para jogos eles não usam mais os PCs, e sim os consoles-aliás o XBox e o PS2 estão vendendo muito bem. Estive em algumas dessas redes de varejo, como a Circuit City e a WallMart, e notei que só havia alguns poucos desktops a venda, as vezes uma ou duas peças apenas. Notebooks, por sua vez, haviam vários e com várias faixas de preços, na maioria das vezes mais baratos do que os desktops anunciados. Pra falar a verdade tinha mais monitor de LCD à venda do que desktops completos.

Nós estávamos viajando em um grupo de uns 20 latino americanos, além dos brasileiros estavam argentinos, chilenos, mexicanos entre outros, cada um deles com diferentes necessidades de compra por causa dos limites alfandegários. Os mexicanos abusavam, comprando modelos de mais de 2 mil dólares com suas telas de 17 polegadas e resoluções superiores a 1400px de largura. Nós, brasileiros mais modestos por causa da cota de 500 dólares, tínhamos que nos limitar a olhar a festa dos outros até que um de nós encontrou na Circuit City um modelo de 600 dólares. Isso mesmo, um notebook completo por apenas 600 dólares, ou seja, se você fizer a declaração na alfândega corretamente, tal como manda a lei, custará menos de 700 dólares legalmente. Foi uma festa, a notícia se espalhou entre o grupo e chegou a formar uma fila para comprar.

Para quem não lembra como funciona, você pode trazer qualquer equipamento do exterior desde que declare o valor à receita e recolha o imposto de 50% sobre o que exceder os 500 dólares da sua cota. Não custa lembrar que a cota é para o valor total dos produtos trazidos, portanto não tente trazer algo mais e não declarar porque se você for pego, terá que pagar 100% de taxas (50% de imposto mais 50% de multa) sobre o que ultrapassar os 500 dólares.

Portanto o tal notebook Acer 3002LCi (Sempron 2800+ com chipset SiS, 40GB de disco e 256MB de memória) estava em promoção por 600 dólares, mais as taxas locais de 6% em Lexington totalizaria cerca de 636 dólares na nota fiscal. Ao declarar o notebook na alfândega, quem optou por trazê-lo teve que pagar mais 68 dólares de impostos (50% sobre 136 dólares que ultrapassou a cota de 500) e legalizar seu notebook por apenas 704 dólares. A oferta ainda trazia um rebate de 150 dólares, ou seja, quem tem um amigo residente nos EUA pode preencher um formulário e receber naquele endereço pelo correio 150 dólares de volta. Uma pechincha, no final o notebook iria custar apenas 550 dólares, ou seja, 1375 reais pelo dólar turismo do cartão de crédito.

Na hora de voltar pra casa, um temporal em Atlanta fechou aquele aeroporto por algumas horas, impedindo que os vôos decolassem de Lexington para lá, e de lá para as conexões até os paises de destino de cada um. Estávamos todos no saguão de embarque do aeroporto de Lexington, devidamente servido por uma rede WiFi aberta, esperando algo acontecer quando notei a quantidade de notebooks em operação. Tinha jornalista escrevendo seus artigos, outros usando o skype ou messenger para falar com a família ou com o trabalho, outros pesquisando na internet alternativas de vôo para voltar para casa, e ainda outros mostrando as fotos e os filmes que fizeram em Lexington, divertindo a turma desprovida desses aparelhinhos. Como a maioria dos notebooks era nova, estava faltando tomada elétrica para tanto carregador de bateria. Eu mesmo tive que esperar um tempão para carregar a minha, que já estava no final. Quem diria que as tomadas elétricas seriam um “gargalo” em um aeroporto com WiFi?

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Fora do nosso grupo havia outras pessoas com seus respectivos notebooks, e um pequeno grupo de três pessoas me surpreendeu ao estar assistindo um filme de DVD recém lançado. Momentos antes eu tinha passado em uma locadora de DVD dentro do salão de embarque, e comentei com os colegas: “para que serve uma locadora de DVD em um aeroporto?”

Está aí a resposta: para aqueles que estão com os vôos atrasados e dispõem de um notebook à mão, dá pra assistir um filme enquanto nada se resolve.

O tempo total de espera foi de quase 3 horas, e se eu tivesse alugado um filme daria para ter visto inteiro com tranqüilidade, mas em vez disso aproveitei o tempo “livre” para ligar para casa, responder as dezenas de e-mails que se acumularam nos últimos dias, acessar o Fórum PCs, e ainda mandar para a esposa as fotos da viagem que ela tanto queria ver.

É incrível o que essas pequenas maquininhas estão fazendo pela gente, e como estão ficando baratas…

(*) Nas fotos dessa coluna estão um modelo Acer e um Toshiba, ambos em ofertas tentadoras.

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