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A ficção virou realidade: robôs vivos podem se produzir

Sem parafusos ou peças de metais, os robôs do futuro podem ser feitos de células-tronco. Pelo menos é essa a matéria-prima do primeiro robô vivo de nossa literatura: os xenobôs, formados a partir das células-troncos de rã-de-unhas-africana, cujo nome científico é Xenopus laevis – daí a alcunha xenobot. Células-tronco são células não-especializadas, que têm a […]

Publicado: 15/04/2026 às 10:14
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xenobots, células-tronco
Construção civil — Foto: Reprodução

Sem parafusos ou peças de metais, os robôs do futuro podem ser feitos de células-tronco. Pelo menos é essa a matéria-prima do primeiro robô vivo de nossa literatura: os xenobôs, formados a partir das células-troncos de rã-de-unhas-africana, cujo nome científico é Xenopus laevis – daí a alcunha xenobot.

Células-tronco são células não-especializadas, que têm a capacidade de se desenvolver em diferentes tipos de células. Para fazer os xenobôs, os pesquisadores retiraram células-tronco vivas de embriões de rã e deixaram-nas incubar, sem qualquer manipulação genética.

“As pessoas tendem a classificar os robôs pelos materiais, mas não é isso – eles podem ser feitos de qualquer coisa, contanto que atuem para ajudar a humanidade”, disse Josh Bongard, professor de ciência da computação e robótica especialista da Universidade de Vermont e principal autor do estudo à CNN. “Assim, estamos falando de um robô, mas que também é claramente um organismo feito de células de sapo geneticamente não-modificadas.”

Bongard disse ter descoberto ainda que os xenobôs, que inicialmente tinham forma de esfera e eram feitos de cerca de 3.000 células, são capazes de se reproduzir em circunstâncias específicas. Os xenobôs usaram “replicação cinética” – um processo conhecido por ocorrer em nível molecular, mas nunca antes observado em escala de células inteiras ou organismos, disse Bongard.

Com a ajuda da inteligência artificial, os pesquisadores testaram bilhões de formas corporais para tornar os xenobôs mais eficazes nesse tipo de replicação. O supercomputador surgiu com um formato de C que lembrava o Pac-Man, o videogame dos anos 1980. Eles descobriram que ele era capaz de encontrar células-tronco minúsculas em uma placa de Petri, reunir centenas delas dentro de sua “boca” e, alguns dias depois, o feixe de células se replicou em novos xenobôs.

“A IA não programou essas máquinas da maneira que normalmente pensamos sobre como escrever códigos. Ela moldou e esculpiu, e surgiu com essa forma de Pac-Man”, disse Bongard.

“A forma é, em essência, o programa. A forma influencia como os xenobôs se comportam para amplificar esse processo incrivelmente surpreendente.”

Com pouco mais de 1 milímetro de largura, esses pequenos robôs são capazes de se mover, trabalhar em grupo e até se curar, mas ainda não têm nenhuma aplicação prática. De acordo com os pesquisadores, a expectativa é que essa combinação de biologia molecular e inteligência artificial possa ser usada em uma série de tarefas no corpo e no meio ambiente, como a coleta de microplásticos nos oceanos, inspeção do sistema radicular e medicina regenerativa.

Embora a perspectiva de uma biotecnologia auto-replicante possa despertar preocupação, os pesquisadores disseram que as máquinas vivas estavam inteiramente contidas em um laboratório e são facilmente extintas, pois são biodegradáveis e reguladas por especialistas em ética.

A pesquisa foi parcialmente financiada pela Defense Advanced Research Projects Agency, uma agência federal que supervisiona o desenvolvimento de tecnologia para uso militar.

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