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A tecnologia como passaporte para oportunidades no exterior

O american dream e o sonho brasileiro têm muito em comum, inclusive o endereço. De acordo com uma pesquisa realizada em 2019 pela companhia de recrutamento e seleção Talenses, 91% dos profissionais brasileiros entrevistados disseram ter vontade de morar e trabalhar no exterior – e essa aspiração não ficou só no campo da fantasia. No […]

Publicado: 03/04/2026 às 19:33
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Construção civil — Foto: Reprodução

O american dream e o sonho brasileiro têm muito em comum, inclusive o endereço. De acordo com uma pesquisa realizada em 2019 pela companhia de recrutamento e seleção Talenses, 91% dos profissionais brasileiros entrevistados disseram ter vontade de morar e trabalhar no exterior – e essa aspiração não ficou só no campo da fantasia.

No mesmo ano de 2019, o Brasil subiu posições no ranking de países que mais enviam imigrantes para países riscos, e ficou na 17a posição, entre os 50 contemplados na lista consolidada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ainda segundo o levantamento, Estados Unidos, Canadá e Portugal são os destinos mais cobiçados pelos brasileiros.

O “pódio” é confirmado pelo especialista em imigração Wagner Pontes, CEO da assessoria legal imigratória D4U USA: “Nosso crescimento interno está na casa de 30% nos último 24 meses”, disse ao IT Forum.

A tendência, ainda de acordo com o especialista em imigração, é que essa procura continue em alta, sobretudo porque existe incentivo por parte dos americanos para receber profissionais das áreas STEM – ciência, tecnologia, engenharia e matemática. “Só para entender o tamanho do drama americano, existia, em 2020, um déficit na ordem de 1,4 milhão de profissionais nas áreas de tecnologia”, afirma o Dr. Pontes.

Felizmente, junto à demanda vem também a oportunidade. Segundo o especialista em imigração, a imigração americana aprovou a emissão de 100 mil novos green cards para categorias de visto para negócios, fazendo deste o momento ideal para quem almeja trabalhar no exterior.

“Percebo que muita gente ainda fica presa aos vistos de trabalho, de estudantes e coisas do tipo, mas existem 187 caminhos possíveis para realizar o sonho de morar nos Estados Unidos, e cada casa é um caso”, completa o especialista em imigração.

Um dos vistos mais utilizados por profissionais de tecnologia é o EB2-NIW, concedidos a profissionais de interesse nacional. “Esse visto dispensa a necessidade de um empregador chamante”, explica Pontes.

Outra vantagem desse documento é que ele dá direito ao green card, como é conhecido o visto de residência permanente nos Estados Unidos. “Outros tipos de visto, inclusive os de trabalho, são condicionados à oportunidade; são temporais. Esse não, o aplicante, se aprovado, é diretamente contemplado com o green card”, finaliza o especialista em imigração.

Apesar das vantagens o EB2-NIW é levemente mais caro que os demais. Todos os trâmites legais e assistência jurídica, ao longo de todo o processo, custa ao interessado entre 15 mil e 20 mil dólares. Em outras categorias, esse valor costuma girar na faixa dos 10 mil dólares, mas, lembrando, o aplicante não teria direito ao green card. Outra vantagem do EB2-NIW é que ele abre as portas dos Estados Unidos aos cônjuges e filhos com menos de 21 anos de idade.

A espera pelo documento é de cerca de um ano, tempo suficiente para os interessados se planejarem para a mudança, sondando, inclusive, empresas contratantes.

“Nós estamos ainda em construção, e principalmente aculturamento, de como nos vendemos melhor pro mercado de trabalho. Descobrindo como a gente exporta as nossas competências e resultados dentro do currículo”, diz à reportagem Samantha Molina, recrutadora do PageGroup.

Ainda de acordo com a especialista, os profissionais de tecnologia são atualmente os mais assediados. “Muitas companhias americanas e europeias têm feito propostas sedutoras, tanto do ponto de vista financeiro, com salário em uma moeda mais valorizada, mas também em termos de oportunidade pessoal”.

A falta do domínio de algum idioma, segundo Molina, não deve ser motivo para desistências. “Algumas empresas alemãs, por exemplo, permitem ao candidato a vivência de um ano no país para a aprendizagem da língua”, e completa, “basta que os profissionais sejam verdadeiros no currículo, dando clareza às atividades/responsabilidades assumidas, formação e proficiência de outros idiomas”.

Por fim, Molina acredita que a alta procura pelo profissional de tecnologia brasileiro tem a ver com o bom preparo técnico e com a inclinação em aceitar novos desafios: “o perfil comportamental do brasileiro, de muita resiliência e comprometimento com o aprendizado, faz com que os nosso profissionais sejam mais engajados diante das novas oportunidades”.

 

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