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Ações da Salesforce caem enquanto HP crescem após resultados

Wall Street teve reações diferentes. A Salesforce tem ações despencando apesar do lucro, enquanto a HP segue quente apesar de queda no negócio de impressão.

Publicado: 29/04/2026 às 14:09
Leitura
4 minutos
Ações da Salesforce caem enquanto HP crescem após resultados
Construção civil — Foto: Reprodução

Os resultados da HP e da Salesforce mostram uma lição
importante na época de crise da economia norte-americana: companhias globais tendem
a ir melhor e garantir mais investimentos.

O
faturamento da Salesforce
cresceu 49% em comparação ao mesmo trimestre do
ano anterior, atingindo 263,1 milhões de dólares (maior do que a estimativa de
260,6 milhões de dólares, de acordo com a Thomson Reuters). Ainda que o lucro
tenha subido para 10 milhões de dólares, ou oito centavos de dólar por ação, alta
significativa sobre os 3,74 milhões de dólares na comparação ano-a-ano.

Ainda que os resultados tenham sido bons, investidores estão
reagindo mal ao anúncio.

As ações da Salesforce caíram fortemente de quarta até hoje
(22/08). Antes dos resultados, as ações estavam avaliadas até 65,30 dólares. No
final de ontem, as ações estavam em 53,25 dólares e estão – atualmente –
avaliadas em 56 dólares. Até o momento, as ações tiveram desvalorização de 9,3
dólares.

Segundo a Thomson Reuters, o lucro da Salesforce ficou
abaixo das expectativas dos analistas por um centavo de dólar. Mas, mais
preocupante do que os atuais resultados da companhia, foi a alta de apenas 2%
da receita futura. O número tradicional da companhia está em 9% a 10%.

Essa queda sugere que está caindo o número de novos pedidos.
Isso motivou ao analista Mark Murphy do Piper Jaffray a diminuir a sua
recomendação à Salesforce para “neutro”, abandonando o anterior “compre.”

A maior parte dos clientes da Salesforce está nos EUA e são
pequenas e médias empresas – exatamente o tipo de companhia que está sofrendo
bastante com a economia dos EUA. Além disso, Oracle e Microsoft estão
investindo pesado no setor de SaaS, colocando mais pressão na Salesforce.

A
aquisição de 31,5 milhões de dólares da InstraNet
, de tecnologia para call-center,
 também vai diluir os ganhos.

A Salesforce está sendo apontada como uma empresa com grande
potencial de ser adquirida. Relatório do Citigroup disse: “Compradores com
balanço financeiro forte estão procurando bastante por candidatos à
consolidação.” O relatório incluiu a Salesforce na lista de “alvos
potenciais dominantes em seus respectivos mercados.”

Outro cenário na HP
A HP, que divulgou
resultados nesta semana
, continua sendo uma queridinha do mercado.

Problemas no faturamento do setor de impressão e o processo
de absorver a EDS – apontado como um complexo movimento – não parecem preocupar
os investidores. As ações da HP tiveram alta de 2,47 dólares para fechar a 46,16
dólares e continuam crescendo. Neste momento, estão avaliadas em 47 dólares.

O faturamento no trimestre cresceu 10% para 28 bilhões de
dólares no trimestre, enquanto o lucro subiu 20% para 2,5 bilhões de dólares ou
80 centavos de dólar por ação. As duas métricas superaram as expectativas dos
analistas.

Apesar dos problemas na divisão de impressão, as vendas na
unidade de software subiram 29%. Software, aliás, é tradicionalmente fraco para
a HP. Uma unidade de software que cresce rapidamente combinada com um reforçado
setor de serviços aponta para reforçar a posição da HP como o maior fornecedor
de TI no mundo.

Outro ponto importante. As vendas da HP fora dos Estados
Unidos cresceram também. A empresa teve 68% do seu faturamento vinculado com
outros países, com alta especialmente forte nos BRICs – Brasil, Rússia, China e
Índia.

Apesar das preocupações, o setor de TI não parece estar
sendo afetado com os problemas econômicos dos EUA.

“A crise nos EUA não dá sinal de estar causando uma
recessão nos gastos com TI,” disse Jim Tully, vice-presidente do Gartner, em relatório. A
consultoria afirmou que o gasto mundial com TI vai superar os 3,4 trilhões de
dólares em 2008, alta de 8%.

Ainda que parte dessa alta esteja relacionada com a queda do
valor do dólar, a base do setor continua forte. “Países emergentes, substituição
de sistemas obsoletos e algumas mudanças tecnológicas estão motivando o
crescimento,” completou Tully.

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