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Adriana Aroulho: SAP muda foco para serviços para crescer no Brasil

Há três anos, quando assumiu a cadeira de CEO da SAP no Brasil, Adriana Aroulho causou alvoroço no mercado por suceder outra mulher na liderança da empresa alemã de software. Afinal, são poucas as mulheres à frente de negócios de tecnologia em solo nacional. Em conversa com o IT Forum, no entanto, o foco da […]

Publicado: 31/03/2026 às 02:37
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5 minutos
Adriana Aroulho, SAP, sustentabilidade
Construção civil — Foto: Reprodução

Há três anos, quando assumiu a cadeira de CEO da SAP no Brasil, Adriana Aroulho causou alvoroço no mercado por suceder outra mulher na liderança da empresa alemã de software. Afinal, são poucas as mulheres à frente de negócios de tecnologia em solo nacional. Em conversa com o IT Forum, no entanto, o foco da discussão girou em torno exatamente das revoluções provocadas por ela e seu time nos últimos meses.

A executiva avalia de forma positiva sua jornada até aqui e revela uma mudança fundamental na estratégia da empresa, bem como seu olhar para os próximos anos na operação brasileira.

“Meu primeiro ano foi de transição. O segundo de movimentações internas, uma oportunidade de fortalecer o time, buscando planos de sucessão e cuidando da diversidade, tema que temos muito orgulho. Agora, o foco é a transformação cultural de uma empresa de produto para um negócio de serviços”, explica ela.

Na visão da executiva, vivemos agora uma nova fase da nuvem. Assim como qualquer tecnologia, a nuvem atingiu seu estágio de maturidade e, por isso, vive um momento em que as companhias estão muito mais conscientes sobre seu uso e entendendo que efetivamente o modelo oferece mais elementos de segurança do que dentro de casa.

Leia também: Avaya busca retomada dos negócios com aposta na ‘inovação sem disrupção’

Esse cenário tem feito a SAP crescer e registrar, somente na América Latina, 32 trimestres consecutivos de expansão. O Brasil, apesar de não ter seus números divulgados de forma separada, tem sido destaque nos últimos relatórios.

Adriana compara a nuvem como um serviço de streaming, suscetível de troca a qualquer momento para outro que ofereça mais benefícios. Quando falamos de uma gigante como a SAP, essa verdade muda um pouco, já que qualquer alteração demanda um projeto e não apenas simplesmente ligar e desligar uma solução.

“Claro que sair tem um custo, mas minha meta tem de ser o sucesso do cliente, garantindo que ele está na nuvem e está usando toda a potencialidade da ferramenta. Nossas ferramentas são sofisticadas. Agregamos as melhores práticas de mercado e, por isso, a natureza de serviços constante é chave”, observa ela.

Sucesso do cliente

Esse cenário tem feito a SAP refletir bastante sobre o sucesso do cliente. Apesar de colecionar milhares de casos de sucesso, com empresas que incluem Votorantim, Embraer e Pif Paf, a companhia mergulha agora de forma mais profunda para a experiência. Por isso, recentemente, mudou a atuação da área de pós-vendas para Customer Success (CS), aportando uma visão de usabilidade e expansão de uso.

“Quanto mais consomem, mais nossos clientes usam nossas soluções e isso nutre a jornada dele. Queremos que nossos clientes extraiam o máximo das nossas soluções. É uma evolução. Cloud ajudou, pois permite que estejamos mais perto do cliente. Viver essa transformação é muito legal”, anima-se a executiva.

Papel dos parceiros

Com uma notória aceleração da sua estratégia para a nuvem, a SAP não caminha nessa jornada sozinha. A empresa tem parceria com os principais fornecedores de infra, como Microsoft, Google Cloud e Amazon Web Services (AWS), para ajudar seus clientes nessa transição.

Há ainda um grupo grande de parceiros implementadores. Adriana revela que a SAP tem apostado sobremaneira nesse ecossistema. “Estamos fomentando essa rede. Eles são fundamentais para a aceleração da nuvem”, conta.

Isso porque, a SAP tem implementações mais antigas e que precisam evoluir conforme a tecnologia caminha. Ela lembra que estamos agora diante de grandes disrupções como internet das coisas (IoT), inteligência artificial (IA) e outras tantas que exigem novas formas de pensar.

“Antes, a gente fazia o blueprint, mapeava, lavava para a TI e customizava a solução. Hoje, mostramos o produto e o cliente se adapta a ele. É uma inversão de lógica”, diz, completando: “Hoje, clientes que começam com a gente têm o Nirvana tecnológico, com um ERP padrão e uma camada diferente para inovar”.

Isso não significa, no entanto, que a SAP não atende necessidades específicas, alerta Adriana. Mas com a evolução tecnológica foi possível. Hoje, a SAP conta com parte de sua solução em código aberto, o que permite que a empresa customize uma camada do produto, sem prejudicar sua evolução ou atualizações padrões.

“É a verdadeira visão de arquitetura para tirar melhor da nuvem e compromisso com metodologia padrão, garantindo proteção constante.”

Com os parceiros assumindo papel cada vez mais relevante para a SAP, Adriana conta que a própria chegada de novas plataformas em torno das soluções SAP tem animado e encorajado o ecossistema. Muitos deles têm criado alianças com outras empresas ou aceleradores para os clientes, publicados na loja virtual da SAP, a SAP Store. “Nossos parceiros estão muito engajados também na jornada de experiência”, finaliza.

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