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Águia Branca evita prejuízo de 120 milhões ao ano com novo data center

O plano estratégico de TI do Grupo Águia Branca – conglomerado brasileiro de empresas das áreas de comércio, logística e transporte – prevê que a cada cinco anos o data center da companhia, instalado na sede do grupo, em Vitória (ES), seja renovado. O principal objetivo é aumentar a capacidade de armazenamento e garantir a […]

Publicado: 10/05/2026 às 01:46
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Águia Branca evita prejuízo de 120 milhões ao ano com novo data center
Construção civil — Foto: Reprodução

O plano estratégico de TI do Grupo Águia Branca – conglomerado brasileiro de empresas das áreas de comércio, logística e transporte – prevê que a cada cinco anos o data center da companhia, instalado na sede do grupo, em Vitória (ES), seja renovado. O principal objetivo é aumentar a capacidade de armazenamento e garantir a disponibilidade dos sistemas tecnológicos, os quais representam um dos pilares fundamentais para a empresa, que faturou 2,2 bilhões em 2008.

A próxima etapa de modernização do ambiente está planejada para 2010 e vai exigir investimentos de 5 milhões de reais, mas deve evitar perdas milionárias para o grupo. “De acordo com nossos estudos, se não mudarmos o data center, nossos sistemas ficarão 5% do tempo indisponíveis a cada ano”, afirma o gerente de TI da companhia, Aldo Zuquini, ao calcular que isso representaria um prejuízo anual de 120 milhões de reais ao ano. Ainda de acordo com ele, atualmente, os 6 terabytes reservados ao armazenamento de dados já não são suficientes para as demandas da companhia, o que exigiu uma rápida resposta da sua área.

O projeto para modernização do data center começou a ser desenhado no início deste ano, quando 13 profissionais da equipe de TI foram designados para realizar um estudo das melhores alternativas. “Desde 2005 a tecnologia evoluiu e, por isso, foi preciso analisar as novas ofertas de fornecedores, principalmente no segmento de segurança da informação”, informa o executivo.

Ao todo, esse processo de elaboração do desenho e abertura das licitações para escolher os fornecedores demorou cerca de nove meses, sendo concluído em setembro último. A demora, segundo Zuquini, pode ser justificada pelo fato de que é a primeira vez em que a empresa desenvolveu o projeto internamente, sem a contratação de consultorias para analisar o ambiente e elaborar as RFPs (sigla em inglês para solicitação de proposta dos fornecedores).

Sob o escopo do novo data center, decidiu-se pela utilização de dois ambientes redundantes em vez de manter toda a operação em um único local. “E vamos construir  tudo do zero, não aproveitaremos nada da
estrutura anterior”, conta Zuquini, ao informar que isso inclui desde os equipamentos de TI, até o cabeamento e o gerador de energia.

A construção do espaço no qual serão abrigados os data centers – ambos na planta da companhia, mas em prédios diferentes – e os testes dos novos serviços de processamento e armazenamento de dados  segurança e gerenciamento de redes devem ser concluídos até o final do mês de janeiro de 2010, para que a migração dos sistemas ocorra entre março e abril.

“Migraremos primeiro os sistemas que não são críticos. Assim, se houver algum erro o negócio não é altamente comprometido”, conclui o executivo.

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