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Com Ailo e LCM, iFood acelera a transformação digital e aposta em agentes inteligentes

O iFood vive um novo capítulo da sua história com inteligência artificial – um percurso que começou em 2018, com a criação do time de dados e a migração para um data lake de 1 petabyte, e evoluiu para uma cultura na qual 100% dos colaboradores já utilizam IA no dia a dia. Em 2020, […]

Publicado: 05/03/2026 às 14:55
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7 minutos
Isabella Piratininga, diretora de transformação disruptiva do iFood Foto: Kênia Almeida/IT Forum
Construção civil — Foto: Reprodução

O iFood vive um novo capítulo da sua história com inteligência artificial – um percurso que começou em 2018, com a criação do time de dados e a migração para um data lake de 1 petabyte, e evoluiu para uma cultura na qual 100% dos colaboradores já utilizam IA no dia a dia.

Em 2020, a empresa deu o primeiro passo rumo à democratização do uso de dados, treinando analistas de negócio e integrando IA a todos os departamentos. Em 2022, a tecnologia passou a ser aplicada em escala – 6% do time de dados e 30% dos colaboradores já usavam Databricks, com mais da metade acompanhando dashboards diários.

A virada veio em 2023, com a criação do GenAI Platform e do TOQAN, o assistente interno de IA generativa. Hoje, 91% dos funcionários utilizam a ferramenta, que processa mais de 50 milhões de requisições mensais. Esse histórico pavimentou o caminho para a estreia do Ailo e do Large Commerce Model (LCM), apresentados oficialmente nesta quinta-feira (9) durante o Media Tech Day, na sede da companhia, em Osasco (SP).

O Ailo é o novo assistente de IA generativa do iFood – um agente conversacional que permite fazer pedidos por diálogo natural, compreendendo intenções e contexto. O consumidor pode dizer frases como “quero um jantar romântico hoje” ou “comida leve que chegue em até 30 minutos”, e receber recomendações sob medida, baseadas no histórico de consumo.

A ferramenta está em teste público tanto no app quanto no WhatsApp, permitindo que o pedido comece fora da plataforma principal. Segundo o iFood, mais de 70 mil pessoas já testaram a novidade, totalizando 100 mil interações. As métricas iniciais mostram 48% mais chances de uma busca virar pedido e 33% mais rapidez na jornada até o carrinho.

“A inteligência artificial permite que cada pessoa tenha um iFood único”, afirma Isabella Piratininga, diretora de Transformação Disruptiva. “Com o Ailo, conseguimos acompanhar o cliente no canal que fizer mais sentido em cada ocasião – seja no WhatsApp, por voz, ou no app, de forma mais visual e exploratória.”

Leia também: Quase 30% das empresas brasileiras não possuem iniciativas de IA generativa

O cérebro por trás: o LCM

Por trás do Ailo está o Large Commerce Model (LCM), tecnologia proprietária desenvolvida em parceria com a Prosus, controladora global do iFood. O modelo foi treinado com bilhões de interações reais – cliques, buscas, compras, cancelamentos, avaliações – e funciona como um “cérebro digital de consumo”, capaz de interpretar o porquê e o como das compras.

Essa inteligência permite ao iFood compreender hábitos, rotinas e até estados de intenção, como desejar algo leve numa segunda-feira ou uma refeição especial no fim de semana.

O impacto é tangível: notificações personalizadas baseadas no LCM geraram um aumento de quatro vezes no volume de pedidos, e a conversão nas sugestões do tipo “você também pode gostar disso” cresceu 66%. Além disso, a operação do modelo é 60 vezes mais barata que referências internacionais de IA generativa, segundo a empresa.

Bastidores do teste: da Coca Zero ao “low carb”

Durante o evento, os jornalistas tiveram acesso à versão beta do agente para teste em tempo real e, claro, curiosa que sou, o fiz imediatamente. Pelo meu whatsapp, o assistente reconheceu os meus padrões de consumo (como o pedido frequente de Coca-cola Zero) e adaptou respostas quando mencionei estar tentando adotar hábitos mais saudáveis.

Ao perguntar se seria possível enviar uma dieta para que as próximas recomendações fossem personalizadas, o Ailo respondeu afirmativamente, e me fez pensar sobre uma questão importante sobre dados sensíveis, privacidade e ética na personalização.

Então perguntei durante o painel: como o iFood equilibra personalização e privacidade, especialmente quando o sistema lida com informações que podem ter relação com saúde e comportamento alimentar?

Teste do Ailo, novo agente de IA do iFood Foto: Kênia

Quem respondeu foi Camila Nagano, Data Protection Officer (DPO) do iFood. Segundo ela, o Ailo e o LCM foram concebidos sob uma política de “privacy by design”, com camadas de anonimização aplicadas antes que qualquer dado saia do ecossistema da empresa.

“A base do que fazemos aqui é privacy friendly. Os dados são anonimizados, então o modelo não está vendo você como indivíduo, mas sim padrões coletivos. E, antes de compartilhar qualquer informação com modelos externos, aplicamos uma camada interna de anonimização própria”, explicou Nagano.

Ela detalhou que o iFood construiu um modelo interno open source para detectar dados pessoais em linguagem natural e diferenciá-los de termos genéricos, um desafio particular no Brasil, onde nomes de pessoas e ruas frequentemente se confundem.

“A gente nunca envia dados pessoais para treinar modelos de terceiros. Fazemos a filtragem e o pré-processamento do nosso lado, garantindo que nenhuma informação sensível saia do nosso ambiente”, completou Thiago Viana, diretor de inovação do iFood.

A DPO reforçou ainda que a empresa mantém um portal de privacidade disponível ao público, com políticas e canais de esclarecimento sobre coleta e uso de dados.

Agentes para todo o ecossistema

O Ailo é apenas uma peça do mosaico de agentes de IA que o iFood vem implementando em diferentes frentes. O evento apresentou também as evoluções de Jhow, Cris e Rosie, agentes voltados a entregadores, restaurantes e consumidores, respectivamente.

  • Jhow (entregadores): entende áudio e gírias, tornando o atendimento 40% mais rápido; em setembro, foram 2,1 milhões de tickets/mês automatizados.

  • Cris (restaurantes): atua via WhatsApp, com 96% de precisão e visão de funil completa (do cardápio ao pedido finalizado).

  • Rosie (consumidores): agora com arquitetura de multiagentes, mais empática e personalização, além de capacidade de analisar imagens e conceder cupons de forma autônoma.

Robôs e drones: a nova logística

Além dos agentes, o evento apresentou a retomada da operação de drones em Sergipe – em parceria com a brasileira Speedbird Aero – e o robô autônomo ADA, criado pela Synkar.

O projeto de drones tem autorização permanente da ANAC e encurta trajetos de 36 km por terra para menos de 4 km pelo ar, com entregas em até 30 minutos. Já a ADA atua dentro de shoppings, levando pedidos dos restaurantes até o ponto de coleta, percorrendo até 10 km por dia.

Cultura e meta: um agente por funcionário

Nos bastidores, o iFood também vive uma revolução interna. Todos os 8 mil colaboradores já utilizam IA via Toqan, plataforma de IA generativa interna com 3.500 agentes ativos. A meta é ousada: chegar a “um agente por funcionário” até março de 2026.

Essa estratégia está sustentada em quatro pilares: empreendedorismo, inovação, resultados e colaboração – e inclui iniciativas de capacitação, como o programa Elas São <Tech/>, que amplia a presença feminina na tecnologia.

O iFood está redesenhando a fronteira entre dados, experiência e ética. O Ailo consolida o conversational commerce como realidade: uma interface em que o consumidor conversa com a marca, e não apenas busca produtos.

A combinação de IA generativa (via modelos globais) com inteligência de negócio (via LCM) cria um novo tipo de vantagem competitiva – uma personalização contextual e segura, feita sob o olhar da LGPD e com eficiência operacional.

O iFood não apenas adota IA: ele a fabrica, governa e exporta como parte da sua cultura. O resultado é um ecossistema em que tecnologia e responsabilidade caminham juntas, e onde a privacidade se tornou diferencial estratégico.

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