Existe um alinhamento cada vez maior entre a área de tecnologia da informação e as ações de sustentabilidade das empresas. No Brasil, 42% das equipes de TI trabalham para dar impulso às ações sustentáveis de toda a empresa, não apenas da própria TI, um salto em relação aos 23% registrados em 2024. Essa conclusão faz […]
Existe um alinhamento cada vez maior entre a área de tecnologia da informação e as ações de sustentabilidade das empresas. No Brasil, 42% das equipes de TI trabalham para dar impulso às ações sustentáveis de toda a empresa, não apenas da própria TI, um salto em relação aos 23% registrados em 2024.
Essa conclusão faz parte de um relatório divulgado no fim de novembro pela Kyndryl, e feito em parceria com a Microsoft, o terceiro Estudo Global do Barômetro de Sustentabilidade, conduzido pela Ecosystm. O estudo indica que organizações que alinham o tema da sustentabilidade às estratégias de negócios, o que inclui capacitar funcionários e adotar tecnologias, estão gerando “valor empresarial mensurável e impacto duradouro”.
“Estamos vendo mais líderes conectando políticas, pessoas e propósito, abraçando insights tecnológicos e agentes de IA, para gerar impacto e não apenas relatar sobre sustentabilidade”, diz em comunicado Suelen Scorsin, líder de cidadania corporativa na Kyndryl Brasil. Segundo ela, no entanto, ainda há espaço para ampliar o uso de IA para decisões ambientais, “já que apenas 23% das organizações utilizam IA de forma centralizada para esse fim”.
Segundo o estudo, as organizações que lideram a tendência incorporam a sustentabilidade nos processos centrais de negócios, inclusive como forma de diferenciação competitiva. Eles “transformam a sustentabilidade em um motor de criação de valor, impulsionando resiliência, competitividade e diferenciação de mercado”, diz o comunicado.
No Brasil, segundo o estudo, 88% das organizações consideram sustentabilidade ambiental uma prioridade estratégica, e 52% diz ter iniciativas proativas. Apenas 15%, no entanto, a incorporam como fator central de processos de inovação, redução de custos e resiliência a longo prazo.
Pouco mais da metade (57%) das empresas brasileiras dizem que nos próximos três anos esperam que a IA impacte mais os resultados de sustentabilidade, especialmente ao fortalecer a governança, práticas trabalhistas e impacto e detecção de riscos. No Brasil, 37% de todas as organizações dizem estar pilotando ou implantando agentes de IA para sustentabilidade, com os primeiros já relatando ganhos mensuráveis de custos, inovação e conformidade.
A terceira edição do estudo da Kyndryl e da Microsoft ouviu 1.286 líderes empresariais de 20 países e nove grupos industriais entre agosto e setembro de 2025. É possível baixar o documento com resultados (em pdf) nesse link.
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