CIOs de bancos destacam medidas para reduzir o impacto das mudanças na rotina do departamento de tecnologia
Tudo indica que, independentemente do nível de organização e eficiência da TI, a enxurrada de alterações regulatórias ou tributárias liberadas diariamente no Brasil acaba por afetar o planejamento da área, em maior ou menor intensidade. Para amortecer esse impacto, muitos CIOs destacam algumas medidas que consideram essenciais, entre as várias que têm de tomar rotineiramente para que a capacidade de entrega do departamento não seja prejudicada pelas ?demandas mandatórias?.
Na Caixa Econômica Federal, o foco principal é a gestão do portfólio de projetos. ?É preciso submeter o portfólio a uma forte governança relacionada com prazo, aquisição, insumos e esforços da equipe, para amenizar os impactos no planejamento, porque novas normas são constantes e imprevisíveis?, diz a vice-presidente de tecnologia, Clarice Coppetti. Ela também destaca, entre outras medidas, o uso de ferramentas adequadas para fazer testes que verificam se a implementação está de acordo com a nova legislação.
O ex-vice-presidente do Banrisul, Rubens Bordini, da sua parte, sugere a criação de um tratamento especial para atendimento desse tipo de demanda. ?Tem de ter um rito separado da atividade normal da empresa?, aconselha. Já no HSBC, a ordem é tratar as mudanças de legislação sempre como prioridade. Para Marco Tavares, diretor-executivo de tecnologia e serviços do HSBC, também pode fazer a diferença a alocação de um gerente de projeto e um bom relacionamento entre TI e as demais áreas que, no final das contas, é quem realiza os testes que demonstram se os sistemas cumprirão exatamente o que a legislação determinou.
Por fim, Bazili Rossi Swioklo, do Banco Sofisa, lembra que muitas vezes as alterações estão sob a responsabilidade de terceiros. Conseguir que os mesmos se enquadrem no modelo determinado pela empresa para atendimento desse tipo de demanda reduz o índice de implementações em cima da hora.