ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

Amazônia Celular não ficará isolada, dizem controladores

Vivo e Telemig poderão comprar a Amazônia Celular por R$ 1,2 bilhão

Publicado: 10/04/2026 às 19:36
Leitura
4 minutos
Amazônia Celular não ficará isolada, dizem controladores
Construção civil — Foto: Reprodução

Aumentou nos últimos dias a expectativa da Vivo de que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) conceda o sinal verde final à compra do controle da Amazônia Celular, efetuada em 2 de agosto em conjunto com a Telemig por R$ 1,2 bilhão.

O fato novo é que os vendedores de ambas as teles – Citigroup, Opportunity e fundos de pensão – decidiram pressionar a Vivo para que finalize a negociação de uma vez por todas – e de forma casada, conforme acordo original. “Não receberemos o pagamento pela Telemig enquanto não for concluída a venda da Amazônia”, disseram aos compradores os atuais controladores.

Nesse meio tempo, a Vivo havia vislumbrado uma forma de “terceirizar” a venda da Amazônia para a Claro, eximindo-se da transação trabalhosa e cara de efetuar a compra para em seguida devolver à Anatel a faixa de espectro de radiofreqüência utilizada pela empresa adquirida. A devolução é necessária porque a Vivo já possui uma licença de telefonia celular na Amazônia, e a Lei Geral de Telecomunicações proíbe sobreposição de licenças na mesma área de concessão.

No entanto, como a Claro não ofereceu valor satisfatório pelo ativo, embora lhe interesse efetivamente, a Vivo terá de fechar sozinha a aquisição.

E é nesse novo contexto que surgiu a atual urgência. Afinal, enquanto a dupla transação não for concluída, a Vivo não toma posse da Telemig. O calcanhar-de-aquiles da operadora é não estar presente num estado economicamente importante como Minas Gerais. A autorização da Anatel já foi dada em 23 de outubro, resta pagar e tomar posse. Os vendedores entendem a pressa da Vivo e por isso mesmo se negam a entregar o produto da compra enquanto a Amazônia não estiver devidamente empacotada junto.

Ao submeter a negociação da operadora amazonense à Anatel, a Vivo sabia da possibilidade de receber por parte do órgão regulador um prazo para adequar a situação conforme a legislação pertinente. Sabe-se que o prazo mais freqüente é seis meses e que a Vivo solicitou 18, tendo recebido, até agora, sinalização de um tempo intermediário, de 12 meses.

No período que for estabelecido, terá de transferir toda a clientela de 1,3 milhão de usuários para a outra faixa que detém na região Norte, e que foi adquirida da Tele Centro Oeste (TCO).

É esta complexa transferência que a Vivo estava tentando evitar. Os aparelhos telefônicos terão de ser trocados e o custo da operação não é baixo, segundo fontes.

Se a Claro adquirisse a Amazônia, a Vivo se livraria dessa tarefa e a Claro poderia completar o seu mapa de abrangência nacional. A Claro é a única companhia celular que até agora não tem presença na região Norte, composta de Roraima, Amazonas, Amapá, Pará e Maranhão. Lá estão presentes a TIM, Vivo e Oi.

A exigência dos vendedores de efetuar a negociação casada deve-se à sinergia que a Amazônia Celular tem com a Telemig, de uma única administração a partir de Belo Horizonte. “Isolada, a Amazônia perde muito de sua competitividade, e fica difícil de ser vendida com lucro”, disse fonte do mercado. Mas se o comprador tiver uma rede abrangente, como têm a TIM, Oi e a própria Claro, o negócio amazonense torna-se muito mais palatável.

No terceiro trimestre, o 1,3 milhão de clientes da Amazônia equivaliam à fatia de 21,1% da região. O resultado antes de juros, amortização e despesas financeiras (Ebitda) foi de R$ 26,3 milhões, com 23% de margem. Houve prejuízo de R$ 8,2 milhões e a dívida líquida totalizou R$ 173,9 milhões em setembro.

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas