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AMD Cinema 2.0 e Radeon HD 4850

Na semana passada estive em San Francisco para um evento da AMD onde nos foi apresentado o Cinema 2.0 e a nova Radeon baseada no núcleo RV770, ou seja, a HD 4850. Muito pouco se comentou sobre a 4870 e suas variações (X2), e o foco ficou mesmo na HD 4850, a mais barata da […]

Publicado: 13/05/2026 às 04:13
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8 minutos
AMD Cinema 2.0 e Radeon HD 4850
Construção civil — Foto: Reprodução

Na semana passada estive em San Francisco para um evento da AMD onde nos foi apresentado o Cinema 2.0 e a nova Radeon baseada no núcleo RV770, ou seja, a HD 4850. Muito pouco se comentou sobre a 4870 e suas variações (X2), e o foco ficou mesmo na HD 4850, a mais barata da linha, mas antes vamos ao “Cinema 2.0”.

A apresentação desse tema levou toda a parte da manhã, e após o encerramento a primeira pergunta de um jornalista americano foi “isso é um software, um hardware, um conceito, enfim, o que é Cinema 2.0 ?”

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Ou seja, a coisa não ficou clara pra muita gente… Mas respondendo a pergunta, o Cinema 2.0 é a visão da AMD sobre as novas possibilidades no cinema, envolvendo interatividade baseada em conceitos similares aos existentes na Web 2.0. Essas possibilidades estariam se tornando verdade graças à tecnologia utilizada na nova HD 4850 e ao seu baixo preço. É isso, apenas uma visão de como o futuro pode vir a ser na área de entretenimento cinematográfico. Sinceramente, eu prefiro não interagir com o andamento do filme, acho que cinema é uma arte e como tal ela representa a visão do artista, seja ele o diretor, roteirista, produtor ou ator. Não acredito que a minha interferência como espectador vá tornar a obra mais interessante. Para isso existem os games. Ouvi comentários maliciosos que tal tecnologia seria um prato cheio para a indústria de filmes adultos…

Apesar da falta de objetividade nas palestras da parte da manhã, a parte da tarde foi muito interessante. A Radeon HD 4850 é um produto bastante significativo para a indústria e mostra mais uma vez que a AMD (ou ATI) está apostando em um caminho bastante promissor para o segmento. Analisando de forma resumida, enquanto a NVIDIA aposta em um chip poderosíssimo, extremamente versátil e programável, porém de alto consumo elétrico, pouco escalar (vários chips na mesma placa é quase impossível) e caro de produzir, a AMD optou por um chip simples mas elegante, de baixo consumo e baixo custo, ideal para a maioria dos usuários e podendo inclusive operar em plataformas multi-cores (basta agrupar vários RV770 em um único PCB) para escalar em desempenho.

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Posso citar duas abordagens distintas entre as duas companhias que ilustram muito bem os caminhos que cada uma adotou. Por exemplo, a NVIDIA adotou um barramento de memória de 512 bits, algo que encarece muito na construção do chip (ele aumenta muito de tamanho) e da placa em si (PCB com mais camadas), porém permite o uso de memórias GDDR3, mais baratas. A AMD apostou no uso das GDDR5, mais caras, mas mais rápidas para compensar o barramento mais simples, de apenas 256 bits. Com isso barateou o custo de produção dos chips e da placa em si, mesmo que no futuro seja necessário um completo redesenho para continuar competitiva. Em teoria, a AMD preferiu fazer um produto bom hoje, pra já, e correr o risco de ter que resolver o problema mais pra frente quando a NVIDIA migrar as memórias para GDDR5. Levando-se em conta o curto período de vida comercial de uma placa de vídeo, essa estratégia pode ser sim muito boa.

Outra diferença de abordagem está na estratégia para o uso da GPU em aplicações comuns. A NVIDIA aposta suas fichas no CUDA, uma plataforma (podemos chamar de framework, ou SDK) de desenvolvimento aberta, gratuita, para que qualquer desenvolvedor possa escrever aplicativos ou funções que usem a GPU como co-processador para acelerar as mais diversas funções. Soube que há um protótipo de conversor MP3 (baseado no LAME) que atinge taxas de conversões incríveis com o uso de uma GPU.

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Já a AMD optou por desenvolver junto aos seus parceiros (como a ADOBE) suas interfaces de comunicação caso a caso, permitindo otimizar algumas tarefas e obter ótimos resultados com os principais aplicativos do mercado. O lado bom dessa estratégia é que os aplicativos das grandes companhias provavelmente terão suporte à aceleração via GPU bastante cedo, mas por outro, dificilmente um desenvolvedor independente conseguirá acesso ao hardware da Radeon com a mesma facilidade que consegue com a NVIDIA. Isso pode inibir um pouco a inovação nesse setor, mas é algo gerenciável.

A AMD imaginou que a 4850 (ao preço de 199 dólares) iria competir diretamente com a 8800GT, que foi superada na maioria dos testes, mas a NVIDIA reagiu com a 9800GTX+, uma nova revisão da antiga 9800 gravada em 55 nanômetros e preço na casa de 200 dólares. A briga é boa, a AMD conseguiu algumas semanas de vantagem até a GTS+ chegar ao mercado, mas o que é realmente surpreendente é que uma placa como a 8800GT, uma sensação em sua época pela performance e baixo preço, já está superada menos de 8 meses após seu lançamento. Que corrida!

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Em breve teremos aqui no Fórum PCs um teste com a Radeon HD 4850 e mais detalhes sobre a tecnologia dessa placa. Gostaria de agradecer a AMD do Brasil pelo convite e à Carol Fullen, a assessora que nos acompanhou, pela gentileza e suporte em todos os momentos da viagem. Infelizmente, nem a guerreira Carol conseguiu resolver uma incrível falha da AMD, que relato a seguir.

Há algo que eu sinceramente não entendo nos eventos organizados por multinacionais americanas, e a AMD não é exceção. Essas empresas dividem suas operações em áreas geográficas, o que é natural pelo ponto de vista de distribuição de produtos, logística e tudo mais, mas na hora dos eventos de mídia, cada “região” acaba recebendo um tratamento diferenciado, como se fosse possível controlar geograficamente a informação.

Por exemplo, há nesses eventos um mau hábito de juntar todos os latinos em um único grupo durante as refeições ou atividades externas, mas esquecem que nós, brasileiros, mal falamos espanhol/castelhano. Na prática nesses jantares um sub-grupo conversa em espanhol/castelhano e outro em português, e quando um sub-grupo quiser conversar com o outro, acabamos usando o inglês como idioma comum. Lembro de um evento da Intel onde um colega português (de Portugal) não pode nos acompanhar em um jantar porque ele tinha que ficar com os europeus, na programação agendada para aquele grupo. Já está na hora dessas empresas respeitarem as afinidades lingüísticas de cada povo. Não faz sentido colocar os australianos com os japoneses só porque ambos ficam na Ásia.

Esses “agrupamentos” organizacionais são comuns na maioria dos eventos, e para cada grupo geográfico é designado um assessor (o famoso PR, ou Press Relations, ou como se diz foneticamente, o “piiar”), para cuidar da maioria dos detalhes como as reservas de hotel, vôos e no caso da gafe da AMD nesse evento, dos samples (amostras) das placas 4850.

Ao final do evento fomos avisados que receberíamos as amostras no próprio local e uma fila se formou em frente a um balcão onde cada jornalista (americano ou europeu) estava recebendoplacas HD 4850 em caixas BOX, unidades comerciais que poderiam ser adquiridas por qualquer consumidor para seus testes. Assim, todos esses sites poderiam publicar seus artigos analisando as placas em modo single e em Crossfire tal qual um consumidor faria. Quando chegou a vez dos latinos na fila, fomos surpreendidos com a informação que deveríamos procurar outra pessoa (a tal PR latina, a qual não me recordo o nome e que já havia causado certo aborrecimento com um colega nosso do Chile) que estava com as nossas placas. Ao encontrá-la com duas caixas grandes fechadas e cheias de placas soubemos que, por algum motivo que desconheço, ela iria nos entregar as tais placas no hotel, antes do jantar, e não no local como havia sido previsto. Tudo bem, e fomos para o hotel.

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Nossa solitária HD 4850… Uma tremenda gafe, AMD…

Antes de sair para o jantar nós, latinos, a encontramos na recepção do hotel para pegar as tais amostras. Surpreendentemente, para nós apenas UMA placa estava sendo disponibilizada e dentro de um saquinho (uma unidade pré-production), nada de BOX com CDs e tudo mais. Reclamei com a organização da AMD e consegui, ao menos para os brasileiros, que mais uma placa nos fosse entregue, e ficou acertado que essa segunda placa seria enviada ao hotel até o dia seguinte antes das 8:00 da manhã, pois nós sairíamos em direção ao aeroporto às 8:30.

Pergunte se alguém da AMD apareceu por lá com a tal segunda placa?

Portanto, enquanto todos os sites do hemisfério norte que furaram o N.D.A. (originalmente para o dia 25) estão apresentando os testes das novas Radeon HD 4850 baseadas em unidades comerciais e em modo Crossfire, nós latinos ficaremos sem saber se duas 4850 em Crossfire são realmente uma boa solução, como nos foi dito que seria. E quando digo nós, digo Fórum PCs, jornal Estado de São Paulo, Chile Hardware, e vários outros veículos importantes. Acorda AMD!

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