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AMD Phenom X3 REVELADO para o ForumPCs

Caros amigos eu tive a oportunidade de receber diretamente das mãos da AMD do Brasil um exemplar do processador PHENOM X3 8750. Eu andava muito curioso para testar este “exemplar raro” no mundo da informática. Um elemento que foge das tradicionais potências de 2 como 2, 4, 8, 16,32, etc. É um PHENOM com clock […]

Publicado: 12/05/2026 às 15:19
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7 minutos
AMD Phenom X3 REVELADO para o ForumPCs
Construção civil — Foto: Reprodução

Caros amigos eu tive a oportunidade de receber diretamente das mãos da AMD do Brasil um exemplar do processador PHENOM X3 8750. Eu andava muito curioso para testar este “exemplar raro” no mundo da informática. Um elemento que foge das tradicionais potências de 2 como 2, 4, 8, 16,32, etc. É um PHENOM com clock de 2.4 Ghz, quase o mais alto clock entre os Phenoms existentes. Claro que mergulhei o Phenom em uma bateria de testes, que detalharei a seguir.

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Este processador é manufaturado usando processo de fabricação de 65 nm. Tem consumo máximo de energia de 95W (TDP). Como seus irmãos X4, traz o HyperTransport3.0 que o permite trafegar informações mais rapidamente que os bons Atlhon 64 X2. É curiosa a sua distribuição de memórias cache. Tem 64kb de cache L1 para dados e 64 Kb para programas (por core), mais 512 Kb de cache L2 (por core) e um cache compartilhado entre os três cores de 2 Mb. A AMD explica que por conta do controlador de memória integrado sua necessidade de cache se comporta de forma distinta que os processadores da concorrência. Suporta memórias tipo DDR2 até 1066 Mhz.

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Os processadores Phenom, tanto X3 como X4 podem ser usados em placas-mãe tanto com soquete AM2 como AM2+. A maior diferença no uso das placas mais modernas com soquete AM2+ é o funcionamento do HyperTransport no máximo de sua velocidade (padrão 3.0). A AMD me ofereceu uma placa AM2+ para compor o teste. Porém eu recusei. Tenho uma placa AM2, uma Gigabyte GA-MA69VM-S2, citada em coluna escrita anteriormente: Um PC “justo”, mas com resultados fenomenais! . Tenho um ponto de vista, que pode ou não ser perfeito. Acredito que muitas pessoas que têm placas com soquete AM2, sabem que podem ter um processador mais moderno e rápido, X3 ou X4, e considerarão seriamente este upgrade. Além disso, a “perda” do HyperTransport 3.0, segundo a própria AMD, se faria sentir somente em regimes de exigência extrema da comunicação entre placas e processador. Caso de uma dupla ou tripla placa de vídeo (crossfire ou SLI). Isso reforçou minha intenção em testar este processador desta forma, na placa AM2.

Precisava de uma base de comparação. Tive duas. De um lado o processador “irmão mais novo”, um AMD Athlon 64 4400 (BE2350). Do outro lado um INTEL Core 2 Duo 8400 (45 nm). A própria AMD posiciona o seu processador X3 como uma alternativa, um real oponente, aos processadores Core 2 Duo de “topo”. Vamos conferir se isso procede.

Antes um alerta. No começo, quando a AMD revelou que teria processadores com 3 núcleos, logo surgiu a história de que estes exóticos processadores seriam fruto de “refugo de fabricação” da linha dos Phenom X4. Não duvido que a idéia possa ter surgido assim. Mas ninguém coloca no mercado um produto explicitamente X3 contando com falhas de fabricação do processador X4. A AMD, segundo Roberto Brandão, engenheiro da AMD, percebeu que havia uma oportunidade de fabricar os Phenom X3, com processos e também uma litografia próprios, obtendo custos mais interessantes. Então essa história de refugo de processador X4 é “lenda urbana”, ou um bom mito que facilmente seria detonado pelo Adam e pelo Jamie (do programa de TV Caçadores de Mitos)!!!

Fiz testes de várias naturezas. Testes sintéticos e testes de usabilidade. Vamos direto aos sintéticos:

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Observem. Dá para tirar conclusões muito interessantes só olhando estes números. Quando os programas usados não conseguem usar os três núcleos do processador, o Phenom X3 não se sobressai. Isso acontece no DVDshrink (que não é um programa de testes e sim um programa de cópia de DVDs que uso por ser extremamente dependente da potência do processador) e o caso do SUPERPI.

Já usando o software SANDRA, testes aritméticos, onde se pode escolher usar ou não todos os núcleos disponíveis, os resultados foram diferentes. O Phenom X3 bate o vigoroso C2D 8400 da Intel.

Quis restringir meus testes o máximo possível à medidas de eficiência do processador, sem envolver vídeo, acesso a disco, etc. para não misturar efeitos das diferentes plataformas. Fiz muitos outros testes além destes publicados.Com Photoshop, Pinnacle Studio, outros benchmarks sintéticos, etc. Em todos os casos o resultado se repetiu. O X3 se sobressaia quando os 3 processadores entravam na “brincadeira”.

Algumas outras impressões não consegui medir de forma objetiva. Usuário que sou de máquinas virtuais, eu imaginava que com um processador a mais em meu PC, teria mais agilidade. Pensava certo!! Com 2 VMs carregadas, cada uma delas executando algumas tarefas (antivírus em uma e Windows Update na outra), o nível de “responsividade” do PC era sensivelmente melhor quando se usava o PHENOM X3, comparado ao BE2350 e também o Core 2 Duo 8400 rodando as mesmas máquinas virtuais no PC. Sei que existe um benchmark próprio para ser aplicado em situações de máquinas virtuais, mas infelizmente não o tenho. Mas o meu “feeling” não poderia ser enganado. Um processador a mais para quem tem várias tarefas ao mesmo tempo faz uma diferença muito boa, seja X3, X4, X5, X6 (especula-se que a AMD lançará um processador X6 daqui a algum tempo). Núcleos a mais são a garantia de uma máquina que responde melhor sob intensa atividade.

Considero o teste sobre a plataforma AM2 um sucesso. Apenas troquei o processador para obter resultados imediatos. Dependendo do preço final a ser praticado pela AMD para o X3, esta atualização poderá ser um caminho fácil e rápido para uma evolução nos PCs existentes.

Porém o cenário muda de figura se o usuário utiliza predominantemente programas “mono-thread”, ou seja, que não conseguem usar os processadores extras. Como exemplo veja na tabela o SUPERPI. Enquanto o Core 2 Duo 8400 realizou a tarefa em 16 segundos, o X3 levou 32 segundos. Mas há potencial para realizar esta tarefa em pouco mais de 10 segundos, que seria muito melhor que o Core 2 Duo caso o SUPERPI usasse os vários processadores. Em relação aos testes do SANDRA (Drystone e Whetsone), surpreendi-me com a excelente “linearidade” dos resultados, com ou sem todos os “cores”, ou seja, os índice são praticamente o dobro (caso do C2D e do AMD2350) ou o triplo (Phenom X3) quando se usa todo o potencial. Isso denota qualidade do software e das plataformas.

Este é o ponto chave. QUALIDADE DO SOFTWARE!!! AMD e INTEL estão, na minha visão, ainda ANOS LUZ à frente com seus bem projetados processadores, dos softwares em geral, que usam EVENTUALMENTE o poder das múltiplas CPUs no processador, mas ainda engatinham. Isso muda e está mudando. Posso testemunhar que no uso diário do PC, principalmente eu que uso vários programas abertos (e realizando alguma tarefa) no dia a dia, incluindo duas ou três máquinas virtuais, a diferença é bastante sensível. Quem tem como modelo de uso principal usar o PC como MONOTAREFA, um programa de cada vez, provavelmente não terá grandes vantagens com Phenom X3, Athlon X2, C2D, etc. Embora devamos lembrar que o próprio sistema operacional insere DEZENAS de tarefas ou serviços em segundo plano, que com um ou mais processadores adicionais, também auxiliam a melhorar a fluência no uso da máquina.

É irreversível. MULTICORE veio para ficar, e cada vez mais. Cabe a cada um perceber se para a sua forma de uso é melhor contar com menos processadores de freqüência maior ou mais processadores de freqüência menor (realidade atual quando secompara C2D ou Athlon X2 TOP com Phenom X3). O preço, como já disse, pode vir a ser o ponto crucial para marcar o imenso sucesso ou não da pouco usual solução X3 da AMD, mas que tem todo o mérito de ser tecnicamente muito boa e “peitar” a Intel com seus valentes C2D de 45nm de igual para igual e até superá-los em aplicações multicore.

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