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Analista projeta maior competição no mercado nacional de telecom

José Roberto Mavignier, da Frost & Sullivan, acredita que espanhola deve investir em infraestrutura e qualidade de serviços

Publicado: 18/05/2026 às 03:06
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Analista projeta maior competição no mercado nacional de telecom
Construção civil — Foto: Reprodução

Depois de meses de negociação, a Telefónica ficou com o controle da Vivo. José Roberto Mavignier, gerente de pesquisa para indústria de telecom na Frost & Sullivan, avalia que o movimento, além de fortalecer presença local da operadora espanhola, trará mais competitividade ao mercado nacional de telecomunicações.

“Até ontem, a Telefónica não conseguia sinergia fixo-móvel fora do estado de São Paulo”, exemplifica o analista, para completar: “agora ganha uma arma para competir com pacotes combinados e fora do mercado paulista através da rede da Vivo”.

Mavignier acredita que o negócio acirrará a competição com a Oi, na oferta residencial, e com a Embratel, no corporativo. Mas, para obter sucesso nessa empreitada, o especialista projeta que a operadora precisará investir em infraestrutura e isso deve reverter melhora na qualidade do serviço prestado. “Acho difícil entrar em guerra de preços”, avalia.

O gerente da Frost projeta que a Vivo, sob nova direção, ganhará com o poderio financeiro da Telefónica. O analista imagina, ainda, que a espanhola possui mais know how em telefonia móvel que a Portugal Telecom (PT), o que deve fortalecer as operações no Brasil.

Impacto

A PT deverá aproveitar parte dos 7,5 bilhões de euros que recebeu pela venda dos 50% de participação que tinha na Brasilcel para adquirir ações da Oi. “Embora o percentual não garanta controle acionário, acredito que eles projetem iniciativas futuras para ter uma presença maior”, analisa.

Questionado sobre os reflexos da aquisição da operadora móvel nos outros players do mercado nacional de telecom, Mavignier acredita que a Telefónica está um passo atrás de seus concorrentes. O analista lembra que TIM (com a Intelig) e Oi (fruto da fusão da Brasil Telecom) saíram na frente na integração de oferta fixo e móvel.

Além disso, o gerente fala ainda que Claro, Embratel e Net já buscam sinergia. “Não vemos o que acontece na parte operacional porque é back office“, comenta.

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Confira especial com todas as notícias sobre as negociações da compra da Vivo.

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