Em coletiva, presidente da Agência, Ronaldo Mota Sardenberg, afirmou que a Anatel tem o papel de atender aos anseios da população
Em resposta às críticas do ministro das Comunicações, Hélio Costa, a respeito das tarifas cobradas no sistema pré-pago da telefonia celular, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) rebateu que, como o regime é privado, o que vale é a liberdade econômica. Na noite desta segunda-feira (01/10), abertura da Futurecom, Costa cobrou das operadoras móveis redução no preço de suas tarifas dos pré-pagos, justificando que “elas chegam a ser cinco vezes maior, se comparados às do pós-pago”.
No entanto, durante coletiva de imprensa, na tarde desta terça-feira (02/10), o presidente da Anatel, o embaixador Ronaldo Mota Sardenberg, afirmou que a Agência tem o papel de indicar os anseios da população, e não o de pautar as tarifas. “Cerca de 80% dos assinantes reclamam dos custos. Estamos nos esforçando para atendê-los”, disse Sardenberg, esclarecendo que a Anatel zela pelo conjunto do sistema e para que os usurários não sejam “explorados”.
Com relação ao aumento da validade dos cartões pré-pagos para um ano, o embaixador rebateu as críticas do ministro alegando que a nova regulamentação – que instituiu validade de seis meses para os cartões e revalidação dos créditos – entra em vigor a partir de janeiro. “Fizemos o que era possível. Se constatarmos necessidade, podemos rever esta validade.” Sardenberg justificou que, no segundo semestre de 2008, caso necessário esta discussão pode retornar à pauta.
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