A Anthropic, laboratório de pesquisa em inteligência artificial conhecido pelo assistente Claude, acaba de ultrapassar a OpenAI como a fornecedora preferida de modelos de linguagem para empresas. É o que mostra um novo relatório da Menlo Ventures, divulgado nesta quinta-feira (31/7), que aponta que a Anthropic já detém 32% de participação no mercado corporativo de […]
A Anthropic, laboratório de pesquisa em inteligência artificial conhecido pelo assistente Claude, acaba de ultrapassar a OpenAI como a fornecedora preferida de modelos de linguagem para empresas. É o que mostra um novo relatório da Menlo Ventures, divulgado nesta quinta-feira (31/7), que aponta que a Anthropic já detém 32% de participação no mercado corporativo de IA generativa por uso, contra 25% da OpenAI, que ficou em segundo lugar.
A virada de jogo é significativa. Em 2023, a OpenAI ainda liderava com folga, com metade do mercado, enquanto a Anthropic detinha 12%. Desde então, o cenário mudou rapidamente, impulsionado, em grande parte, pelas sucessivas atualizações do modelo Claude, especialmente os lançamentos do Claude 3.5 Sonnet em junho de 2024 e do Claude 3.7 Sonnet em fevereiro de 2025.
No recorte de uso voltado para desenvolvimento de software, a liderança da Anthropic é ainda mais expressiva. 42% das empresas que usam IA para programação adotam os modelos da Anthropic, mais que o dobro da fatia da OpenAI, que representa 21%. Isso demonstra uma preferência cada vez mais clara dos times técnicos por soluções mais contextuais, robustas e adaptadas a fluxos de trabalho complexos.
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A crescente adoção empresarial da Anthropic acompanha os comentários do mercado. Vários desenvolvedores já vinham indicando preferência por Claude em ambientes corporativos, enquanto a OpenAI mantém uma presença dominante no mercado consumidor, com mais de 2,5 bilhões de prompts enviados diariamente ao ChatGPT, segundo dados recentes da própria empresa.
O relatório também revela detalhes da estrutura dos modelos de linguagem adotados pelas empresas: a preferência por soluções fechadas. Tanto Anthropic quanto OpenAI adotam esse modelo. Já os de código aberto, como os da Meta, vêm perdendo espaço. De acordo com o estudo, revelado pelo TechCrunch, 13% das cargas de trabalho corporativas diárias utilizam IA open source atualmente, queda em relação aos 19% do início de 2025.
O quadro sugere que, embora o discurso sobre transparência e colaboratividade dos modelos abertos siga forte, na prática, empresas valorizam mais segurança, privacidade e suporte especializado, características que os modelos fechados oferecem com mais solidez.
Além da qualidade dos modelos Claude, outros fatores parecem, de acordo com o levantamento, pesar na decisão das empresas. A Anthropic tem se destacado por seu compromisso com segurança, integridade e alinhamento ético dos sistemas de IA. Esse posicionamento dialoga com as preocupações das corporações em mitigar riscos e manter controle sobre os usos da tecnologia, especialmente em áreas sensíveis como jurídico, financeiro e dados de clientes.
Enquanto isso, a OpenAI, pioneira no segmento, segue forte no consumo individual, mas enfrenta desafios para manter sua liderança entre grandes empresas, que têm exigências técnicas e regulatórias mais rígidas.
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