Para Balsillie, conteúdo fechado é nada mais do que uma fase, assim como a era DRM para a música
Momentos antes de convidar o co-chairman do Web 2.0 Summit, John Battelle, convidar o CEO da Research In Motion, Jim Balsillie, para o palco, ele questionou quantos dos presentes possuíam um BlackBerry: cerca de 10% a 20% da audiência levantou a mão. Então, ele questionou quantos costumavam utilizar o dispositivo, e o número de mãos levantadas foi praticamente o mesmo.
A percepção é de que a RIM está perdendo espaço por conta do iPhone, da Apple, e de aparelhos com sistema operacional Android, do Google. Contudo, essa avaliação pode não corresponder à realidade: uma análise do Morgan Stanley mostrou que a fabricante do BlackBerry viu sua participação de mercado crescer de 7% no primeiro trimestre de 2006 para 15% no terceiro trimestre de 2010.
Questionado sobre sua visão a respeito da Apple, Balsillie não mediu palavras: “acreditamos que muitos clientes estão ficando cansados da Apple dizer o que eles precisam pensar”.
“Enxergamos que você pode trazer mobilidade para a web”, disse. “Você não precisa de um ponto de controle SDK. Você não precisa de um aplicativo específico para internet”, continuou
Balsillie deixou claro que não há nada contra aplicações nativas para dispositivos móveis. Mas ele salientou que ferramentas proprietárias não são necessárias para fazer conteúdo móvel. Ele previu que esse tipo de conteúdo fechado é nada mais do que uma fase, assim como a era DRM para a música.
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