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Apple, Google e o futuro do PC

Já faz algum tempo que estou descontente com a evolução do PC. Lembro perfeitamente do dia, em 1997, que montei eu mesmo meu primeiro PC-antes dele eu tive um Aptiva da IBM-e a flexibilidade de componentes, a liberdade de escolhas de marcas, realmente seduziam. Dois anos depois, utilizando a mesma placa mãe para Pentium 166MHz […]

Publicado: 13/05/2026 às 08:04
Leitura
9 minutos
Apple, Google e o futuro do PC
Construção civil — Foto: Reprodução

Já faz algum tempo que estou descontente com a evolução do PC. Lembro perfeitamente do dia, em 1997, que montei eu mesmo meu primeiro PC-antes dele eu tive um Aptiva da IBM-e a flexibilidade de componentes, a liberdade de escolhas de marcas, realmente seduziam. Dois anos depois, utilizando a mesma placa mãe para Pentium 166MHz consegui adaptar um K6-2 400MHz usando um multiplicador remapeado (2x era interpretado como 6x) mantendo o FSB de incríveis 66MHz.

O tempo passou, os processadores e os sistemas operacionais também. Do primeiro Windows 3.1 só me lembro da complexidade de fazer coisas simples funcionarem adequadamente. Com Windows 95 vislumbrei o Plug and Play e com o Windows 98 finalmente as coisas começaram a funcionar como deveriam desde o início. O Windows Millenium foi o primeiro sistema operacional que eu desinstalei, e devido ao trauma migrei para o Windows 2000 e depois para o XP. O Vista ainda não entrou na minha máquina pessoal, afinal estou muito satisfeito com o XP, mas parece que teremos um Service Pack esse ano, então quem sabe…

Quase 10 anos, e muito pouca evolução prática. Aquele “supercomputador” de 1997 deveria ser capaz de fazer várias coisas compatíveis com a capacidade de seu hardware, mas a ausência de softwares adequados impediu que todo seu potencial estivesse à disposição. Hoje vejo um hardware poderosíssimo no meu PC, mas pouca aplicabilidade prática devido em grande parte à falta de foco dos softwares em resolver problemas (alguns na verdade criam mais problemas do que resolvem), e no atraso do potencial do software em relação ao hardware em si. Já comentei isso várias vezes aqui, especialmente com placas de vídeo para jogos. Essas placas chegam ao mercado um ano antes dos jogos que a requerem efetivamente estarem disponíveis, e quando chegam, já há placas de vídeo mais poderosas e baratas a disposição.

Atualmente estou usando um Smartfone da Eten, que será alvo de um artigo em breve, e estou muito surpreso com sua funcionalidade. Além de todas as funções de um celular inteligente, ele ainda tem um teclado embutido, tela touch screen, GPS, WiFi, e muito mais. Evidentemente que já instalei o Skype, Google Maps (ligado ao GPS) e mais uma série de outros recursos interessantes. Rapidamente se tornou meu escritório portátil, com direito a acessar meus e-mails IMAP onde eu estiver, desde que exista ao menos um sinal de celular ou WiFi. Evidentemente que há problemas, mas comparado aos benefícios ele é muito mais satisfatório do que aquele PC de 1997.

É nessa hora que olho para o iPhone da Apple e penso: que idéia genial! O iPhone, apesar dos seus problemas iniciais, é sem dúvida um smartphone muito mais smart do que os melhores do mercado, não pelos seus recursos em si (ele não tem, por exemplo, GPS…) mas pela sua facilidade de uso. O Eten que estou usando utiliza Windows Móbile 6 que até funciona muito bem, mas como quase tudo da Microsoft, é incompleto, de navegação pouco intuitiva e apresenta incompatibilidades com vários softwares dependendo da sua versão. Para não perder a tradição com os produtos Microsoft, eu ainda perco boa parte do meu precioso tempo fazendo ele funcionar direito com os aplicativos de terceiros (o Skype, por exemplo, só funciona na versão antiga) e com a sincronia imoral que ele faz com meu PC (me obriga a usar o Outlook do Office, e não o Express, e não me permite escolher qual caderno de endereços deve ser importado para o “Smart”phone). O Mac OS do iPhone é, por sua vez, extremamente intuitivo, óbvio e inteligente. Se há queixas devido às poucas opções de customização, por outro lado tudo funciona como deveria, e de forma muito fácil para o usuário.

Agora olhe bem para seu PC e repare só. Você certamente tem um teclado e um mouse na sua mesa, e tem também um belo monitor (espero que já seja um LCD, de preferência Widescreen, porque CRT ” já era “). Todo o resto que está na sua mesa, com exceção talvez da caixa de som, não é essencial. Inclusive aquele grande, barulhento, quente e sem jeito, gabinete onde está a “alma” do seu PC. Já viram o novo iMac?

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Tudo que você precisa está dentro do monitor, incluindo os rapidíssimos discos Seagate Barracuda 7200.10 de 320GB e gravação perpendicular, e claro, os super eficientes Core 2 Duo. Como rodam Mac OS X, bastam 1 GB de memória embora hajam mais dois slots para expansão até 4GB. Só há três modelos para escolher: o bom, o muito bom e o ótimo .

Infelizmente na guerra entre Windows e Mac, o Windows venceu com larga margem, portanto o sistema operacional Mac embora tenha inúmeras virtudes e recursos, ainda carece de aplicativos de terceiros na mesma quantidade dos existentes no Windows. Apesar disso, para quem só está preocupado em realizar suas tarefas Office, gravar filmes e músicas, trabalhar com fotos e mais algumas tarefas triviais que atingem mais de 90% dos usos que um PC atualmente pode fazer, o Mac OS X pode ser uma ótima opção. Para os 10% restantes, que dependem de alguma versão do Windows, dá pra resolver usando uma máquina virtual no Mac OS X ou um Dual Boot, mas isso não é trivial para um usuário leigo.

Se há alguma coisa em comum entre o iMac e o iPhone, é sua facilidade de uso, a sua intuitividade. Aliás, isso é comum também nos iPods e talvez a grade razão do seu tremendo sucesso.

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E o futuro, como será?

Não acredito que a Apple venderá mais dos seus PCs ou Notebooks que a DELL ou HP, mesmo com o provável acordo com a Best Buy (shhh, é segredo, não conte pra ninguém…), mas acredito em um lento e gradual avanço dos iMacs e Macbooks dentro do setor de PCs e Notebooks, levando a reboque os seus companheiros Apple TV, Mini Mac e eventualmente o Mac Pro. Acho que o iPhone tende a ser um marco que separará os lançamento dos smartphones em períodos Pré-iPhone e Pós-iPhone. Especialmente em função do sistema de sincronia com o iTunes e o Mac OS X, muito mais intuitivo e funcional do que o Windows Móbile 6 e o ActiveSync (no Windows Vista tem outro nome, mas a mesma funcionalidade) que é cheio de malandragens.

Falei do Google no início dessa coluna, pois vamos a ele agora. Provavelmente vocês já viram o Google Maps funcionando no seu PC. No momento que vocês virem o Google Maps funcionando no seu celular, ligado a um GPS embutido, te ajudando a escolher rotas de ruas para um determinado destino (funciona muito bem no Brasil), mostrando onde estão os restaurantes ou postos de gasolina mais pertos, ou quais as pizzarias no raio de dois ou três quarteirões, aí sim vocês vão babar!

Finalmente um dispositivo “smart” completo. O Eten M700 está longe de ser um iPhone, mas pelo menos GPS ele tem, além de ter rádio e tocar MP3 e vídeos razoavelmente bem. Pena que não é tão intuitivo, na maioria das vezes é preciso usar a canetinha, mas não dá pra esperar muito mais do Windows Móbile…

Agora vamos aos boatos, e peço que vejam o futuro com outros olhos, não pela tecnologia em si, mas pela utilização dela e seu impacto na sociedade: Imaginem os novos iPhone, e já há muita especulação por aí sobre a segunda geração, com GPS embutido, Google Maps, e com as capacidades de vídeo ampliadas. Imagine também o iPhone Nano, menos versátil mas mais funcional como telefone e MP3 Player portátil. Peguem o iPod Vídeo, coloquem uma tela touch screen cobrindo toda a sua face, incluam uma câmera fotográfica/filmadora com iluminação (flash) e o transforme em um “iPod Camcorder”. Depois é só chegar em casa e fazer o upload dos vídeos para o Youtube ou similares, já imaginaram o impacto disso na sociedade?

Imagine o iPod Shuffle à prova d’água, sendo usado pelos maiores surfistas de todo o mundo ou pelos velejadores mais premiados. Imagine o Google expandindo sua rede WiFi gratuita (e em breve WiMax), hoje restrita apenas a região de São Francisco na Califórnia, para outras cidades densamente povoadas permitindo o Google Maps em seus iPhones providos de GPS sem a necessidade de uma rede de celular. Imagine a popularidade do iPhone e dos iPods servindo como alavanca de vendas dos iMacs e MacsBooks (como aliás, já está acontecendo) fora dos EUA, e imagine o Google (uma companhia de alcance global) como um dos maiores provedores de serviços para essa plataforma, desde a distribuição de vídeos até sinais WiFi/WiMax, passando pelo Google Office, Google Mail, Google Talk, entre outros. Não custa lembrar que a atividade econômica do Google é fundamentalmente a venda de publicidade direcionada ao usuário, portanto alcance global e dispositivos móveis compatíveis com seus serviços são parte da sua estratégia.

Imagine você em São Paulo, ouvindo música no seu iPhone GPS enquanto faz uma consulta no Google Maps, recebendo instantaneamente uma mensagem “Quer tomar um café? Tem uma Starbucks na próxima esquina, informe o código XYZ1234 ao caixa e ganhe uma bolacha para acompanhar seu cappuccino…”

O futuro chegou, viva! Aproveite e filme o funcionário da Starbucks fazendo acom seu iPhone/iPod vídeo, coloque no Youtube vinculado a sua conta Google Adsense e ganhe 10 centavos de dólar por cada vez que alguém assistir seu vídeo. Hoje deu na TV que o rap do churrasquinho grego já teve 500 mil downloads…

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Seu “PC dos sonhos” ainda é desse tipo?

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