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Arquitetura em nuvem, entenda o conceito

Migrar dados, sistemas e aplicações para a arquitetura em nuvem é a grande tendência no cenário de tecnologia. Mesmo as empresas que ainda não aderiram a esse movimento já planejam o uso de cloud computing nos próximos anos. De acordo com o estudo “Além da Transformação Digital”, realizado pela Claranet, 90% das companhias estão trabalhando […]

Publicado: 21/05/2026 às 10:53
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4 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

Migrar dados, sistemas e aplicações para a arquitetura em nuvem é a grande tendência no cenário de tecnologia. Mesmo as empresas que ainda não aderiram a esse movimento já planejam o uso de cloud computing nos próximos anos. De acordo com o estudo “Além da Transformação Digital”, realizado pela Claranet, 90% das companhias estão trabalhando na adoção de ferramentas de automação para que isso aconteça no máximo nos próximos 2 anos.

A busca pela migração para a nuvem se explica pelas vantagens competitivas para as corporações, como a redução de custos, segurança de dados, além da possibilidade de execução de cargas de trabalho remotamente pela internet a partir do data center de um fornecedor comercial em um modelo de “nuvem pública”.

Dentro deste ambiente, a variedade de serviços disponíveis é bastante vasta. Contudo, há três principais pilares que compõem a arquitetura em nuvem: SaaS (software como serviço), IaaS (infraestrutura como serviço) e, finalmente, PaaS (plataforma como serviço). Estas três opções são as mais usadas por gestores de TI a fim de estruturar melhor as operações em cada ambiente.

Como estes são os pilares que ajudam as empresas a ganhar mais eficiência e reduzir gastos com infraestrutura local, vale a pena falar com mais atenção sobre cada um deles:

SaaS (software como serviço): O pilar SaaS oferece acesso integrado aos aplicativos de software de um provedor. Trata-se de um modelo de distribuição de software. Ou seja, em vez de baixar o software para ser executado localmente, o programa é hospedado por um provedor terceirizado. Ele é então acessado por usuários pela internet, por meio de uma interface de navegador da web.

IaaS (infraestrutura como serviço): O IaaS é uma infraestrutura de computação instantânea, provisionada e gerenciada pela internet. Ela rapidamente aumenta e diminui com a demanda, permitindo que você pague somente pelo que usa, ajudando a evitar as despesas e a complexidade de comprar e gerenciar seus próprios servidores físicos e outras infraestruturas de datacenter. Cada recurso é oferecido como um componente de serviço separado, e você só precisa alugar um em particular pelo tempo que precisar. Neste esquema, o hardware é fornecido e gerenciado por provedores externos no ambiente de nuvem.

Alguns dos principais benefícios do IaaS são escalabilidade (a ampliação de seus sistemas pode ser feita de maneira rápida e eficiente), eliminação da manutenção de hardware (pois o hardware por trás do IaaS é gerenciado externamente, e o investimento com esta tarefa é poupado 100%) e acesso sob demanda (paga-se pelos recursos usados, mantendo os custos baixos).

Um bom exemplo é o Banco Fibra, que recentemente fez a migração completa de suas aplicações para a nuvem usando o IaaS. A partir de agora, serviços como Internet Banking, sistema jurídico e de pagamentos, entre outros, rodam integralmente em uma plataforma de nuvem – o que deve garantir um retorno financeiro 6% maior em um período de 5 anos, além de oferecer mais estabilidade e escalabilidade às aplicações, e mais segurança aos clientes e colaboradores da instituição.

PaaS (plataforma como serviço): O modelo PaaS proporciona um conjunto de serviços destinados, especificamente, aos desenvolvedores. Assim, os profissionais podem aproveitar ferramentas, processos e APIs compartilhados a fim de acelerar o desenvolvimento, o teste e a implantação de aplicações.

A Embraer, por exemplo, recentemente criou, com a ajuda da Claranet, o IKON, uma estrutura serverless para desenvolver um sistema em nuvem capaz de captar, armazenar e fazer análise de alto volume de dados para manutenção preditiva da família de E-Jets. A solução em tecnologia, que reúne Big Data e Analytics, pode oferecer um ganho de 96% de produtividade em análise e processamento de dados das aeronaves, estabelecendo novos padrões em serviços e suporte aeronáuticos, além de um alto poder de escalabilidade, elasticidade, durabilidade e análise.

Para migrar suas aplicações de forma segura, é necessário buscar um parceiro de nuvem com ‘know-how’ a fim de incorporar recursos no projeto de migração e usar com responsabilidade todos os benefícios à disposição.

Apesar de o desafio ser gigantesco, a boa notícia é que a migração não precisa acontecer do dia para a noite, mas deve ocorrer de forma bem planejada e com o envolvimento de todo o time.

*Por Carlos Eduardo Alves, head de marketing da Claranet Brasil

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