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Artigo: afinal de contas, o que significa alinhar e orientar a TI?

Nos últimos anos como CEO de uma empresa de consultoria em RH para TIs, tenho ouvido um termo sendo usado enfaticamente por quem parece não saber o que dizer. Refiro-me à palavra “alinhamento”.  Se pensar bem, verá que tenho toda razão, ou nunca ouviu alguém dizer que a TI deve “se alinhar às necessidades e […]

Publicado: 24/05/2026 às 06:43
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6 minutos
Artigo: afinal de contas, o que significa alinhar e orientar a TI?
Construção civil — Foto: Reprodução

Nos últimos anos como CEO de uma empresa de consultoria em
RH para TIs, tenho ouvido um termo sendo usado enfaticamente por quem parece
não saber o que dizer. Refiro-me à palavra “alinhamento”.  Se pensar bem, verá que tenho toda razão, ou
nunca ouviu alguém dizer que a TI deve “se alinhar às necessidades e objetivos
da corporação”? Ou, ainda, que os bons CIOs sabem da relação entre o sucesso e o
alinhamento do departamento de TI  ao
negócio da empresa?

Ocorre que tal emprego deixa claro que muitos CIOs sofrem de limitação de
vocabulário e desconhecem o mundo dos
negócios. Simplesmente alinhar com os princípios da empresa não é suficiente. A TI
responde pela eficiência e pelo sucesso dos negócios. A TI é o combustível que
impulsiona o sucesso. Sendo assim, não pode ficar relegada ao simples
alinhamento. Cabe a ele assumir um papel fundamental nos negócios e assumir a
posição de destaque nos processos que busquem expansão comercial, de
relacionamento com os clientes e de produtos da organização.

O próprio significado semântico de â alinharâ implica em
assumir uma posição secundária, em ficar atrás de algo. Sugere que todas as
ações devem ser orientadas pelos departamentos comerciais e seguidas pela TI.

Por que isso me
incomoda?

Sempre que a discussão sobre alinhamento emerge, é invariavelmente
fruto de uma dessas circunstâncias: discussões sobre a corporação e as atribuições
dos departamentos subordinados, ou seja, a ausência das lideranças de TI em
posições importantes dentro do organograma ou, em outro caso, o entendimento da
TI como centro de custos apenas. Não tenho a pretensão de sugerir que essas
perspectivas sejam erradicadas de uma hora a para outra, mas faço questão de
esclarecer que o único jeito de alterar esse panorama é tomar as rédeas e
procurar compreender o escopo da proposta do real alinhamento.

A TI capacita os negócios e é chegada a hora dos CIOs remarem
em direção a esse objetivo. Na mente de muitos de nossos clientes, isso já
virou realidade. Um deles, por exemplo, atribuiu à TI o desenvolvimento de_”8@ÐPdS-ÿÈ¢ÄKÈÀ£áç¶B_ùPina devastou Nova Orleans,
a TI se empenhou em entregar soluções que viabilizassem a comunicação e o
rastreamento de recursos para ajudar  os necessitados. Ã um exemplo claro de
como a essa área liderou os esforços e entregou as soluções. O resultado de tal
esforço foi espelhado em uma cooperação estreita entre a TI e as lideranças da
organização.

Cases
Outro caso que vale a pena citar é o desenvolvimento de uma
ferramenta de análise muito avançada para aplicação in-house. O que começava
como solução para uso interno passou a integrar o portfólio do banco e agrega
muito valor aos seus clientes.

Os dois casos deixam bastante claro que a TI deixou de ser
um departamento responsável por manter as luzes ligadas. Com assento garantido
no board das empresas, a TI passa a ser apreciada por executivos de outras
áreas, como os que respondem pela tríade Comercial, Administrativa Geral e Financeira.

Possivelmente esses casos de incremento das eficiências seja
o motivo principal que levou as pessoas a entrar para o departamento de TI. Havia
a expectativa de acelerar os processos e de  alterar a maneira como as coisas são
feitas. Esse lugar, essa terra prometida, era a TI. Ainda assim, em algum momento
dessa jornada perdemos a conexão.

Semântica
O CIO Benny Kirsh aborda a questão com uma aproximação
semântica, em que diferencia claramente o “alinhamento” do “orientar” os negócios
da empresa. Ainda assim, Kirsh sempre foi conhecido por sua habilidade de
liderar equipes altamente motivadas e inovadoras. Durante sua estadia na
cadeira de CIO da Kyphon, a TI comandou a implementação de um sistema de
qualidade que acatava os requerimentos expedidos pelo FDA (Food and Drug Administration
– Ministério responsável por regular as indústrias alimentícia e farmacêutica).
As medidas de Kirsh e da TI foram capazes de reduzir em 35% o prazo para solucionar
reclamações de clientes e viabilizaram a otimização do tempo investido em capacitação
de colaboradores em 44%.

Toda a implementação incluía o controle de versões e de documentação
automáticos, o que servia para minimizar as discrepâncias em auditorias do FDA
na empresa.

Sob liderança de Kirsh, a organização aumentou as vendas e
minimizou os investimentos nos caros relatórios exigidos pelo FDA. Se vai chamar
isso de alinhamento ou de orientação, não importa para Kirsh. “O importante é
ser proativo e trazer ideias eficientes de como gerar mais renda ou otimizar
os processos, e ponto”, diz o executivo.

Inovação x o inesperado
Muitas vezes, uma realidade ignorada é o berço da real inovação.
Na perspectiva de alguns, o jeito de promover novas descobertas é investir
pesado em pesquisa e desenvolvimento. Não raramente, as lideranças se reúnem anos
a fio enquanto avaliam o lançamento de uma versão 2.0 de seus produtos. Ainda assim,
a inovação costuma ser fruto da necessidade.

Acredito que o caso a seguir ilustre essa realidade. Há alguns
anos a direção de uma cadeia de lojas de móveis de alto padrão percebeu que deveria
investir em um catálogo virtual – era o mínimo a se esperar de um fornecedor de
tamanho médio/grande. Resolveram se aproximar da questão com o entendimento de
que o tal catálogo deveria agir como suporte às operações das lojas físicas e,
com orçamento engessado, a equipe de TI fora encarregada de atender à demanda
com nada mais além do mínimo em tecnologia. Depois de extensa mobilização as
equipes de TI e de e-commerce, foi lançada página “vitrine virtual” do
fornecedor. O resultado não podia ser melhor. Um incremento em 50% das vendas
online, toda a diferença do mundo no balanço da companhia.

A cultura da inovação
O verdadeiro líder assume riscos calculados. Se pretende criar
em seu departamento a cultura da inovação, deve ir a campo e experimentar a
realidade dos negócios. Ao voltar, consolide as experiências arregimentadas e
viabilize a execução das idéias. Pequenos ganhos e economias irão formar os
degraus sobre quais o CIO irá rumar em direção ao centro das atenções do conselho
administrativo. Atenção: colaboradores eficientes, empenhados, criativos e
responsáveis devem ser apropriadamente recompensados. A mesma atenção deve ser
dada à divuklgação de seus resultados positivos.

Finalmente, lembre-se que: da próxima vez em que ouvir alguém
falar em “alinhar” ou em “orientar” a empresa como responsabilidade da TI,
certifique-se de orientar ou de alinhar a empresa com foco para o crescimento e
expansão.

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