Em artigo, Nádia Gasparotto fala sobre oportunidades
O mundo das telecomunicações é hoje um segmento aberto e bem próximo de todos nós. Essa vertical de mercado está diretamente ligada a tudo que vemos na TV, lemos nos impressos ou ainda ouvimos, nos rádios, nas ruas, na casa de parentes ou amigos.
Gostaria de começar colocando em discussão um assunto que vai, certamente, atingir todos nós, o PNBL – Plano Nacional de Banda Larga.
Trata-se de um plano do governo que estabelece metas agressivas para crescimento da banda larga no Brasil. O assunto é tão sério que a Presidente
Dilma Rousseff, em seu primeiro pronunciamento em rede nacional, ressaltou que se trata de foco do governo e, nas palavras dela, está sendo acelerada a implantação do Plano Nacional de Banda Larga, não só para que todas as escolas públicas tenham acesso à internet, como também, para que, no médio e longo prazos, a população pobre possa ter internet em suas casas ou no seu pequeno negócio a preço compatível com sua renda.
A Telebras (estatal fundada em 1972 e que teve pouquíssima atuação desde a privatização das teles no Brasil), terá R$ 589 milhões para implantar o PNBL.
A meta até 2014 é atingir 39.805 mil domicílios com o plano incentivado (sem ICMS) a R$29.
Para alcançar localidades mais remotas a Telebras pretende utilizar as redes de fibra apagada das empresas de energia do País (utilities). Espera-se um acordo para incluir as redes de Petrobras e Eletrobras no PNBL.
O objetivo de levar internet em alta velocidade para 1.173 cidades brasileiras por preços a partir de R$ 30 ainda contará com incentivos fiscais para aquisição de modems e para a prestação de serviços.
Sinceramente, tenho dúvidas se os recursos destinados e se os incentivos fiscais mencionados serão suficientes para que os objetivos sejam alcançados e a valores tão competitivos.
Digo isso, pois sabemos que quase 50% do valor para serviços prestados de telecomunicações correspondem a impostos, e qualquer usuário de banda larga no Brasil sabe que, mesmo em áreas metropolitanas com grande competição entre as operadoras, os planos de internet não ficam abaixo de R$ 50,00 (a não ser nos casos de promoção do tempo limitado), nem mesmo os planos de internet móvel, que em sua maioria com limitações de trafego e cobertura são no mínimo dobro do valor que o governo espera atingir no PNBL.
Como já mencionei, torço para que o PNBL se torne uma realidade e que o Brasil de 2014 marque um gol de inclusão digital no ano em que País do futebol vai sediar a copa do mundo. E você, acha que os recursos divulgados serão suficientes? Acha que conseguiremos bater as metas estipuladas?
*Nádia Gasparotto é diretora de Telecom da Daruma
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