Um dia antes do anúncio do prêmio da Melhor Empresa para Trabalhar, você conhece histórias de companhias que entram em outra lista.
O leitor do COMPUTERWORLD vai conhecer
amanhã (22/07) qual é a melhor empresa de TI e Telecom para trabalhar. Mas,
hoje, você vai conhecer algumas histórias das piores empresas para trabalhar
contadas por leitores e participantes da CW Connect.
Para evitar constrangimentos
desnecessários, foram omitidos os nomes – tanto dos funcionários quanto das
empresas. Os fatos, contudo, são reais. Caso você tenha alguma história terrível
de trabalho que queira compartilhar, comente ou mande e-mails.
Segredo
do sucesso
Muitas histórias começam assim. Em uma grande
subsidiária de companhia norte-americana, o gerente geral da companhia estava
tendo um caso extraconjugal com uma gerente subordinada a ele.
Até aí, nada demais. Acontece que a esposa
desse executivo descobriu o caso ao vasculhar o computador dele. Furiosa, ela
se logou no laptop do marido e mandou e-mails para todos os executivos da
matriz que ele conhecia, incluindo o presidente.
De acordo com a pessoa que conta a história,
o e-mail continha detalhes pesados sobre a infidelidade, incluindo descrição
sobre relações que teriam acontecido não só no horário comercial como também no
ambiente de trabalho.
Apesar de ter se tornado o assunto durante
meses, nenhuma sanção foi tomada pela empresa contra os profissionais
envolvidos. A gerente subordinada, inclusive, teve uma carreira fulgurante por
conta das cartas de recomendações assinadas pelo gerente geral/amante.
Problema
de localização
Um consultor web participante da CW Connect
– a rede social para quem é de TI – conta da sua experiência em 2005 em uma
“grande empresa do ramo de importação e exportação”.
A empresa tinha uma localização muito ruim
sem estrutura básica como restaurantes ou bancos e era muito próxima de
favelas. “Não podíamos sair muito tarde, pois os bandidos faziam Blitz. Tivemos
alguns colegas perdendo carros e celulares”, conta.
Como se não bastasse, o clima dentro dos
muros da companhia era terrível. Brincadeiras preconceituosas não faltavam.
Havia, contudo, uma pessoa que se destacava. “A gerente de informática gritava
e falava palavrões”, resume o consultor. E, para piorar, ela tinha contatos na diretoria,
o que só aumentava o seu poder.
Para se distrair, conta, os funcionários
amigos faziam lista de quais colegas de trabalho iriam deixar a empresa. O
consultor web completa: “Saí da empresa em 2006”.
Terceiro
em último lugar
Um profissional terceirizado que trabalha
em uma grande rede de vestuário conta que escolheu a empresa em busca de
reconhecimento profissional e para melhorar o currículo. Apesar de ganhar
menos, ele conta que indicaram várias vezes a possibilidade dele crescer tanto
na empresa em que trabalha quanto naquela que presta serviços.
O problema é que na rede de vestuário “terceirizado
não é funcionário”. Ele conta que para quem presta serviços não é possível
participar das reuniões de serviço do próprio setor. “Festas e eventos da
empresa então, bem, melhor deixar prá lá”, conta. Ele usa “isolamento” para
descrever a relação dele e de outros terceiros nas empresas.
Além disso, ninguém avalia a qualidade do
trabalho feito. Assim, só existe um critério de reconhecimento do trabalho: os
sistemas funcionando. “Ninguém confere realmente, ninguém revisa. E mesmo que o resultado não
seja bom, funcionando de qualquer jeito está bem”, completa.