Por Valter Andrade Nos últimos meses, temos testemunhado uma aceleração impressionante do uso de inteligência artificial no cotidiano dos consumidores e empresas. Segundo dados recentes, 66%1 das pessoas utilizaram IA nos últimos três meses, e 92%2 das que aplicaram essas ferramentas em compras relataram uma experiência aprimorada. O tráfego da internet direcionado de soluções de […]
Por Valter Andrade
Nos últimos meses, temos testemunhado uma aceleração impressionante do uso de inteligência artificial no cotidiano dos consumidores e empresas. Segundo dados recentes, 66%1 das pessoas utilizaram IA nos últimos três meses, e 92%2 das que aplicaram essas ferramentas em compras relataram uma experiência aprimorada. O tráfego da internet direcionado de soluções de IA generativa para sites de comerciantes cresceu 1200%2 em 2024. Esses números não apenas evidenciam a adoção em massa, mas também reforçam que o comércio agêntico deixou de ser teoria e já é uma realidade que impacta negócios e clientes.
Os agentes de IA, sistemas capazes de tomar decisões e executar tarefas com mínima intervenção humana, estão expandindo seu papel no ecossistema de pagamentos. Hoje, eles já são utilizados em casos concretos como:
· Gestão preditiva de fluxo de caixa, ajustando orçamentos de empresas em tempo real;
· Câmbio e pagamentos internacionais, identificando taxas ideais e executando transferências;
· Suporte a vendas, criando propostas personalizadas com base em dados e ativos internos.
Em viagens, por exemplo, isso significa que o agente pode pesquisar voos, reservar hotéis e pagar fornecedores, tudo em uma experiência unificada, respeitando limites de orçamento e políticas definidas pelo usuário. Para pequenas e médias empresas, agentes podem gerenciar pagamentos de fornecedores, impostos ou despesas de viagem automaticamente, possibilitando liberar tempo e reduzir erros. Nesse contexto, a orquestração de jornadas se torna essencial: os agentes integram diferentes etapas e canais, permitindo que cada interação – desde a busca até o pagamento – aconteça de forma contínua, eficiente e personalizada.
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Esses agentes funcionam em diferentes níveis de autonomia. Em transações de baixo risco, eles podem operar de forma praticamente independente, enquanto tarefas mais complexas ou de maior valor continuam a exigir supervisão humana. Esse equilíbrio entre autonomia e controle é essencial para viabilizar segurança, conformidade e confiança.
A infraestrutura que suporta esses agentes também está evoluindo. Já existem programas capazes de permitir que agentes acessem credenciais tokenizadas, autentiquem usuários e executem pagamentos de forma segura e transparente. Plataformas de IA começam a atuar como agregadores de pagamentos, conectando consumidores a múltiplos fornecedores e serviços, mantendo o fluxo financeiro seguro e rastreável.
Essa evolução abre oportunidades concretas para empresas e consumidores. Para varejistas, significa repensar a experiência de compra e o posicionamento da marca na era do agente como personal shopper. Para consumidores, representa jornadas mais rápidas, orquestradas, personalizadas e confiáveis, onde a IA deixa de ser apenas uma ferramenta de recomendação e se torna um agente ativo nas transações do dia a dia.
À medida que os agentes ganham inteligência e consciência de contexto, surgem novas exigências, como parametrização de orçamento, limites de transações, permissões de acesso e autenticação robusta. Esses elementos permitem que a IA opere dentro de padrões seguros, ao mesmo tempo em que mantém a flexibilidade e a conveniência que os usuários esperam.
Os próximos passos são claros. O comércio agêntico está em expansão e tem o potencial de transformar a forma como interagimos com produtos, serviços e pagamentos. Empresas de tecnologia de pagamento, emissores, adquirentes, PSPs, comerciantes e plataformas de IA já trabalham para criar um ecossistema confiável, seguro e escalável, preparado para essa nova fronteira do comércio digital.
O que antes parecia futurista já faz parte do presente. E, enquanto os agentes evoluem, vemos não apenas oportunidades tecnológicas, mas também uma redefinição de confiança, identidade e experiência do cliente no mundo digital.
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